04 fev, 2026 - 17:33 • Ricardo Vieira
Um homem que tentou assassinar o Presidente norte-americano, Donald Trump, foi esta quarta-feira condenado a prisão perpétua, por um juiz de um tribunal na Florida.
Ryan Routh, de 59 anos, foi considerado culpado de cinco crimes, incluindo tentativa de assassinato, posse ilegal de armas e obstrução de um agente federal.
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Os procuradores tinham pedido prisão perpétua, enquanto Ryan Routh, que abdicou de um advogado e se representou a si próprio no julgamento, pedia uma pena de 27 anos de prisão.
Ryan Routh foi detido quando estava escondido nos arbustos, junto a um campo de golfe na Florida, com uma espingarda semi-automática para matar Donald Trump.
O homem foi detetado pelos serviços de segurança antes de abrir fogo.
O caso aconteceu dois meses antes das eleições de novembro de 2024, que resultaram na vitória de Trump e no seu regresso à Casa Branca.
Durante o julgamento, ficou provado que o acusado apontou uma espingarda através de uma vedação, enquanto Trump jogava golfe a poucos metros de distância. A rápida intervenção de um agente dos Serviços Secretos evitou o ataque, segundo testemunhas.
"Este plano foi cuidadosamente preparado e representava uma ameaça letal", disse o procurador John Shipley, no início do julgamento. "Sem a intervenção do agente, Donald Trump não estaria vivo."
Num requerimento apresentado em tribunal, Routh negou ter tido a intenção de matar Trump e afirmou estar disposto a submeter-se a tratamento psicológico por um distúrbio de personalidade durante o cumprimento da pena.
Routh sugeriu ainda que os jurados foram induzidos em erro quanto aos factos do caso devido à sua incapacidade de apresentar uma defesa jurídica adequada durante o julgamento.
Este caso aconteceu dois meses depois de um atirador disparar contra Donald Trump durante um comício na cidade de Butler, na Pensilvânia. O então candidato republicano foi atingido de raspão numa orelha e o suspeito foi abatido pelas forças de segurança.