04 fev, 2026 - 16:16 • Diogo Camilo
A administração Trump anunciou esta quarta-feira que irá retirar cerca de 700 agentes federais de imigração do estado do Minnesota, onde dois norte-americanos foram mortos por autoridades.
A medida foi anunciada por Tom Homan, o chamado "czar da fronteira" da Casa Branca. No entanto, vão permanecer cerca de 2 mil agentes no território, onde têm ocorrido dezenas de protestos da população contra a violência policial.
A justificação para a retirada de agentes está relacionada, segundo Homan, com a "necessidade de um ambiente mais seguro" e acontece depois do governador democrata do Minnesota, Tim Walz, ter pedido continuamente a retirada de agentes do estado.
Ainda assim, na mesma conferência de imprensa, Homan sublinhou que as ações de agentes de serviços de imigração "vão continuar todos os dias": "O Presidente Trump fez uma promessa. E não tivemos ordens em contrário".
O responsável indicou ainda que as operações no Minnesota têm sido "um sucesso" e que foram detidas 139 pessoas condenadas por agressão, 87 agressores sexuais e 28 membros de gangues.
"Foi uma operação perfeita? Não. Não. Criámos uma cadeia de comando unificada para garantir que todos estão alinhados e certificarmo-nos de que seguimos as regras. Não acho que ninguém, de propósito, não tenha feito algo que devia ter feito", comentou Tom Homan.
Durante semanas, milhares de agentes da polícia federal, incluindo agentes armados e muitas vezes mascarados, têm feito buscas na área de Minneapolis para deter pessoas indocumentadas, um objetivo prioritário do Presidente norte-americano.