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Guerra na Ucrânia

Zelensky estima que 55 mil soldados ucranianos morreram na guerra

04 fev, 2026 - 23:51 • Lusa

Tomando em conta "um grande número" que Kiev dá por desaparecidos, Zelensky diz que cerca de 55 mil soldados ucranianos morreram nos últimos quatro anos. Este número está bastante abaixo do indicado pelos relatórios internacionais. Moscovo "não obteve uma única vitória".

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta quarta-feira que morreram cerca de 55 mil militares do seu país ao longo de quase quatro anos de conflito com a Rússia, adicionando "um grande número" que Kiev dá por desaparecidos.

"Na Ucrânia, oficialmente, o número de soldados mortos em combate, tanto militares de carreira como recrutados, chega aos 55 mil", declarou Zelensky em entrevista à televisão pública "France 2".

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Este registo oficial está bastante abaixo do número indicado no final de janeiro num relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), que apontou entre 100 mil e 140 mil soldados ucranianos mortos nos últimos quatro anos.

Durante a entrevista, o líder ucraniano estimou, por outro lado, que a Rússia terá de sacrificar acima de 800 mil soldados ao longo de dois anos para conquistar militarmente as províncias que constituem o Donbass, no leste da Ucrânia, reivindicadas por Moscovo.

"Nós, ucranianos, sabemos perfeitamente o preço que cada metro, cada quilómetro deste território custa ao exército da Rússia. Não contabilizam as mortes. Conquistar o leste da Ucrânia vai custar-lhes mais 800 mil corpos", apontou, vaticinando de seguida que os russos "não resistirão durante tanto tempo".

Para o chefe de Estado da Ucrânia, Moscovo "não obteve uma única vitória" na guerra que desencadeou no país vizinho em fevereiro de 2022 e "precisa de uma pausa".

No entanto, insistiu que, se a Ucrânia não travar o Presidente russo, Vladimir Putin, este "invadirá a Europa" de seguida, a partir do território ucraniano

"A Rússia avançará. Os seus drones podem operar dentro das suas fronteiras. O alcance dos seus mísseis é ilimitado. Atacarão por todos os lados", advertiu, comentando que a perda da independência do seu país seria "absolutamente monstruosa".

No entanto, expressou que tem a certeza de esse cenário não vai acontecer e que espera que a paz seja alcançada em menos de um ano, um expectativa declarada no dia em que recomeçaram em Abu Dhabi as negociações entre as delegações da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos sobre o fim do conflito.

Zelensky, que relatou ter-se "habituado ao medo" após quatro anos de hostilidades e ter sido alvo "várias vezes" de tentativas de assassínio por parte de Moscovo, acusou a Rússia de usar o frio "como arma" de guerra para obrigar Kyiv a aceitar "um ultimato" nas negociações em curso nos Emirados Árabes Unidos.

"A Rússia está a aproveitar-se do frio. É claro que quer infligir mais sofrimento aos ucranianos para que aceitem aquilo a que os nossos amigos americanos chamam um 'acordo'." Mas, na realidade, trata-se de um ultimato", sustentou, a respeito das campanhas intensivas de ataques aéreos contra as infraestruturas energéticas da Ucrânia em pleno inverno.

Apesar dos "apagões" prolongados e falta de aquecimento, Zelensky sublinhou que "os russos não compreendem que quanto mais atacam a população civil, quanto mais matam, quanto mais violam as regras da guerra, mais afastam a possibilidade de um acordo".

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