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Antigo primeiro ministro da Noruega e ex-presidente Comité Nobel investigado sobre caso Epstein

05 fev, 2026 - 22:50 • Reuters

Apesar de não ter sido acusado de qualquer crime, Thorbjoern Jagland está a ser investigado por suspeitas de corrupção agravada, depois de ser mencionado nos ficheiros mais recentes do caso Epstein.

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A unidade de combate ao crime económico da polícia norueguesa, Oekokrim, anunciou na quinta-feira que abriu uma investigação ao antigo primeiro-ministro e presidente do Comité Nobel norueguês, Thorbjoern Jagland, por suspeitas de corrupção agravada.

A decisão de investigar Jagland, que foi também secretário-geral do Conselho da Europa, baseou-se em informações reveladas por ficheiros recentemente divulgados relacionados com o falecido agressor sexual norte-americano Jeffrey Epstein, afirmou a Oekokrim.

“Consideramos que existem fundamentos razoáveis para uma investigação, tendo em conta que ocupava os cargos de presidente do Comité Nobel e de secretário-geral do Conselho da Europa durante o período abrangido pelos documentos divulgados”, afirmou o director da Oekokrim, Paal Loeseth, em comunicado.

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Jagland não foi acusado de qualquer crime e a investigação vai, entre outras questões, apurar se foram recebidas ofertas, viagens ou empréstimos em ligação com o exercício das suas funções.

A polícia solicitou igualmente que fosse levantada a imunidade de que Jagland beneficia devido ao seu cargo como antigo dirigente de uma organização internacional, pedido que foi aceite pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“É importante que os factos deste caso sejam esclarecidos”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Espen Barth Eide, em comunicado.

“Decidi, por isso, que a Noruega apresentará uma proposta ao Comité de Ministros do Conselho da Europa para que a imunidade de Jagland seja revogada”, acrescentou.

Um advogado de Thorbjoern Jagland afirmou que acolheu com agrado a abertura da investigação por parte da polícia e que o seu cliente irá colaborar plenamente.

“Com base no que apurámos até agora, estamos confiantes quanto ao desfecho”, disse Anders Brosveet, em declarações à Reuters.

Um porta-voz do Comité Nobel norueguês recusou comentar a notícia, mas acrescentou que o comité “acolhe com agrado o esclarecimento de todos os factos deste caso”.

Jagland é uma das várias figuras públicas norueguesas que enfrentam um renovado escrutínio devido às suas ligações a Epstein. Outra é a princesa herdeira Mette-Marit, que afirmou ter demonstrado mau juízo ao manter relações após a condenação de Epstein.

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