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​Hong Kong

Magnata Jimmy Lai, crítico da China, condenado a 20 anos de prisão

09 fev, 2026 - 16:49 • Ricardo Vieira, com Reuters

Fundador do jornal “Apple Daily” considerado culpado de dois crimes de conspiração para para conluio com forças estrangeiras e por um crime de publicação de materiais sediciosos.

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O magnata da comunicação social Jimmy Lai, crítico do regime chinês, foi esta segunda-feira condenado a 20 anos de prisão em Hong Kong.

Jimmy Lai, de 78 anos, foi considerado culpado de dois crimes de conspiração para para conluio com forças estrangeiras e por um crime de publicação de materiais sediciosos.

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O cidadão britânico crítico da China, fundador do jornal “Apple Daily” - entretanto encerrado - negou todas as acusações de que é alvo e, em tribunal, disse que é um “prisioneiro político” perseguido por Pequim.

Jimmy Lai foi detido em agosto de 2020 na sequência de uma onda de protestos em Hong Kong contra restrições à autonomia da antiga colónia britânica.

Durante a leitura da sentença, os juízes argumentaram que a pena pesada de 20 anos de cadeia deve-se às ofensas de “natureza grave” e consideram que o magnata da comunicação era um dos motores de ingerência estrangeira nos assuntos de Hong Kong.

Os juízes citaram provas apresentadas pela acusação segundo as quais as conspirações visavam a imposição de sanções, bloqueios e outros atos hostis por parte dos Estados Unidos e de outros países, envolvendo uma rede de indivíduos que incluía funcionários do “Apple Daily”, ativistas e cidadãos estrangeiros.

Seis antigos quadros superiores do jornal “Apple Daily”, bem como um ativista e um assistente jurídico, foram igualmente condenados a penas de prisão entre seis e 10 anos.

“No presente caso, Lai foi, sem dúvida, o mentor de todas as três conspirações imputadas, pelo que justifica uma pena mais pesada”, afirmaram os juízes.

Os Estados Unidos, o Reino Unido, a Austrália, a União Europeia, o Japão e Tawain já manifestaram apreensão pela condenação de Jimmy Lai.

Para o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a condenação é “injusta e trágica” e mostra como a China silencia os defensores das liberdades básicas em Hong Kong.

“O senhor Lai e a sua família já sofreram o suficiente. Os Estados Unidos instam as autoridades a concederem ao senhor Lai liberdade condicional por razões humanitárias”, afirmou Rubio em comunicado, ecoando apelos semelhantes do Reino Unido e do alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk.

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