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Caso Epstein

Antigo primeiro-ministro da Noruega acusado de corrupção por ligações a Epstein

12 fev, 2026 - 22:20 • Reuters, com redação

E-mails divulgados pelo Departamento de Segurança dos EUA mostram que, alegadamente, Jagland planeou visitas, sozinho e com a família, às residências de Epstein em Paris, Nova Iorque e Palm Beach.

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O antigo primeiro-ministro e ex-presidente do Comité Nobel norueguês, Thorbjørn Jagland, foi acusado esta quinta-feira de "corrupção agravada" devido às suas ligações ao falecido pedófilo norte-americano Jeffrey Epstein, informou a polícia local.

Um dia depois do Conselho da Europa retirar a imunidade diplomática ao antigo secretário-geral, Jagland continua a negar qualquer responsabilidade criminal e disse estar disposto a cooperar com as autoridades.

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E-mails divulgados pelo Departamento de Segurança dos Estados Unidos da América (EUA) mostram alegadamente que Jagland planeou visitas, sozinho e com a família, às residências de Epstein em Paris, Nova Iorque e Palm Beach, depois de o bilionário ter sido condenado por um crime sexual envolvendo um menor.

O antigo líder tinha planeado uma viagem em família à ilha privada de Epstein nas Caraíbas em 2014, mas esta acabou por ser cancelada depois de Epstein ter adoecido.

Para além disso, estes ficheiros revelam conversas sobre política internacional e possíveis negociações. A investigação vai, entre outras questões, apurar se foram recebidas ofertas, viagens ou empréstimos em ligação com o exercício das suas funções.

Envolvido no escândalo de tráfico de influências e abusos sexuais do caso Epstein, o antigo primeiro-ministro está desde o início deste mês a ser investigado pela unidade de combate ao crime económico da polícia norueguesa, Oekokrim.

“Consideramos que existem fundamentos razoáveis para uma investigação, tendo em conta que ocupava os cargos de presidente do Comité Nobel e de secretário-geral do Conselho da Europa durante o período abrangido pelos documentos divulgados”, afirmou o diretor da Oekokrim, Paal Loeseth, em comunicado.

Um porta-voz do Comité Nobel norueguês recusou comentar a notícia, mas acrescentou que o comité “acolhe com agrado o esclarecimento de todos os factos deste caso”.

Jagland é uma das várias figuras públicas norueguesas que enfrentam um renovado escrutínio devido às suas ligações a Epstein. Outra é a princesa herdeira Mette-Marit, que afirmou ter demonstrado mau juízo ao manter relações após a condenação de Epstein, mas também a diplomata Mona Juul que se demitiu neste domingo.

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