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Maior porta-aviões dos EUA recebeu ordens para navegar para o Médio Oriente

13 fev, 2026 - 12:40 • Lusa

A manobra marca uma reviravolta súbita das operações do USS Ford, que Trump tinha enviado do Mar Mediterrâneo para as Caraíbas em outubro, antes da operação surpresa que resultou na extração de Nicolás Maduro para Nova Iorque.

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O maior porta-aviões do mundo recebeu ordens para navegar do Mar das Caraíbas para o Médio Oriente, segundo fonte não identificada à agência AP, concretizando a informação de que a Casa Branca considera uma ação militar contra o Irão.

A ação do USS Gerald R. Ford, noticiada pela primeira vez pelo "The New York Times", colocará dois porta-aviões e os navios de guerra que os acompanham na região, à medida que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumenta a pressão sobre o Irão para chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

A fonte contactada pela Associated Press (AP) falou destas movimentações militares sob condição de anonimato.

O porta-aviões USS Abraham Lincoln e três contratorpedeiros lançadores de mísseis chegaram ao Médio Oriente há mais de duas semanas.

Esta manobra marca uma reviravolta súbita das operações do USS Ford, que Trump tinha enviado do Mar Mediterrâneo para as Caraíbas em outubro passado, numa altura em que as forças norte-americanas aumentavam a presença militar na região antes da operação de surpresa de janeiro que resultou na extração do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de Caracas para Nova Iorque.

A AP sublinha que esta concentração de meios militares no Médio Oriente também parece estar em desacordo com a estratégia de segurança nacional de Trump, que dá ênfase ao hemisfério ocidental em detrimento de outras partes do mundo.

Trump disse ao site noticioso norte-americano Axios no início da semana que estava a considerar enviar para o Médio Oriente uma segunda frota de ataque chefiada por um porta-aviões.

O USS Ford partiu em missão no final de junho de 2025, o que significa que a tripulação estará em missão há oito meses dentro de duas semanas. Embora não esteja claro por quanto tempo o navio permanecerá no Médio Oriente, a mudança prepara a tripulação para uma missão excecionalmente longa.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Associated Press.

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