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Starmer apela à Europa que reduza "excessiva dependência" militar dos EUA

13 fev, 2026 - 23:26 • Lusa

"A Europa é um gigante adormecido, com capacidade económica e industrial para se afirmar como pilar da sua própria defesa", diz esta sexta-feira o primeiro-ministro britânico.

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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, vai defender este sábado que a Europa deve reduzir a sua dependência dos Estados Unidos da América (EUA) e reforçar o papel europeu na NATO, defendendo laços mais fortes entre o Reino Unido e a União Europeia.

No discurso que fará na Conferência de Segurança de Munique, o chefe do Governo britânico vai apelar por maior cooperação a nível da segurança e defesa com a Europa perante a ameaça crescente da Rússia.

"Já não somos o Reino Unido dos anos do Brexit", garantiu esta sexta-feira, em excertos do discurso divulgados antecipadamente por Downing Street à comunicação social.

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Embora considere que os EUA são um "aliado indispensável", Starmer vai alertar que a Europa precisa passar "da dependência excessiva para a interdependência", caminhando para "uma nova fase de dissuasão soberana e poder próprio".

"Falo de uma visão de segurança europeia e de maior autonomia, que não implica a retirada norte-americana, mas uma verdadeira partilha de encargos, e restabelece os laços que nos beneficiaram até agora", acrescenta.

O primeiro-ministro britânico também identifica a fragmentação da base industrial de defesa europeia como obstáculo à eficiência e à competitividade, defendendo maior integração e planeamento conjunto.

Lembrando que as empresas britânicas representam mais de 25% da base industrial de defesa europeia, num setor considerado estratégico para o crescimento económico.

"A Europa é um gigante adormecido, com capacidade económica e industrial para se afirmar como pilar da sua própria defesa", vincou.

O discurso ocorre dias depois de a União Europeia ter aprovado um mecanismo que poderá permitir a países terceiros, incluindo o Reino Unido, participar na entrega de armamento à Ucrânia, no âmbito de um novo empréstimo europeu de 90 mil milhões de euros previsto para 2026-2027.

Desse montante, 60 mil milhões serão destinados ao fornecimento de armas, e Londres poderá juntar-se à iniciativa mediante uma "contribuição financeira proporcional" aos custos do empréstimo.

O Reino Unido ainda não confirmou se aderirá ao esquema.

O Governo britânico prevê que o orçamento de defesa atinja 270 mil milhões de libras (310 mil milhões de euros no câmbio atual) nesta legislatura, um aumento considerado "o maior desde a Guerra Fria".

O primeiro-ministro deverá anunciar em Munique ainda a disponibilidade para reforçar projetos conjuntos com parceiros europeus, à semelhança de acordos bilaterais já em vigor com a Noruega, Turquia, Alemanha, Itália e França.

O discurso será proferido na edição deste ano da Conferência de Segurança de Munique, um dos principais fóruns internacionais de política externa e defesa.

A Conferência de Segurança de Munique arrancou na sexta-feira com a presença confirmada de mais de 60 chefes de Estado e de Governo, uma centena de ministros e cerca de um milhar de participantes de 120 países.

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    14 fev, 2026 e necessidade de interdependência 10:20
    Uma ideia boa seria pedirem a reintegração na UE, uma vez que o Brexit foi um tiro na água. Mas enquanto isso não acontece, têm razão em muitas coisas nomeadamente na fragmentação da indústria militar europeia, e na necessidade de interdependência Europeia primeiro, e pensar nos EUA só depois.

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