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PM da Dinamarca diz que um ataque dos EUA à Gronelândia ditaria o fim da NATO

14 fev, 2026 - 18:55 • Lusa

A crise desencadeada pelo desejo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controlo da Gronelândia abrandou nas últimas semanas, mas a primeira-ministra lamenta que as tensões não tenham cessado.

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A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou este sábado que um ataque dos Estados Unidos à Gronelândia para reivindicar o seu controlo representaria simplesmente o fim da NATO.

"Se um país da NATO atacar outro país da NATO, a NATO acaba. Fim de jogo", declarou a primeira-ministra da Dinamarca, que tem o território sob sua jurisdição.

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A crise desencadeada pelo desejo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controlo da Gronelândia abrandou nas últimas semanas, mas a primeira-ministra lamenta que as tensões não tenham cessado.

"A crise, infelizmente, não terminou. O desejo do Presidente dos Estados Unidos continua a ser o mesmo. E todos nós discordamos - o Reino da Dinamarca, a Europa e até alguns dos nossos amigos americanos", declarou Frederiksen na Conferência de Segurança de Munique, acompanhada pelos presidentes da Finlândia e de Espanha, Alexander Stubb e Pedro Sánchez, bem como pelo senador democrata norte-americano Chris Coons.

"Não se pode atribuir um preço à Gronelândia, tal como não se pode atribuir um preço a uma parte de Espanha. É um dos princípios democráticos mais básicos: respeitar a soberania dos Estados; e o princípio da autodeterminação deve ser respeitado. Eles querem ser o povo da Gronelândia, não os americanos", afirmou.

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  • Só se for
    15 fev, 2026 da NATO com os EUA 11:49
    O que terminaria era a presença dos EUA na NATO, que a partir daí, seria Europeia, com a presença de Nações como o Canadá, e possivelmente outros fora da Europa, como Japão, Austrália, Nova Zelândia, etc. E se virmos bem, com poucas diferenças é já isso que acontece. Obviamente isso teria custos para a Europa, mas também e sobretudos para os EUA: os acessos às bases que têm na Europa seriam cancelados, as tropas americanas nas bases europeias "convidadas" a sair, as compras de material americano cairiam drasticamente - não faz sentido dar acessos e comprar armas a uma Nação que nos traíu - e a mobilidade dos EUA terminaria. E defender-nos da Rússia? Isso tinhamos de fazer nós, e não faltam argumentos: 450 milhões contra 140, e um PIB 5 vezes superior. Há efetivos e dinheiro e quando reorganizarem em escala as dispersas industrias militares europeias, a Rússia vai confrontar-se com um poder industrial muito maior que o dela.

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