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Japão sublinha "aprofundamento da cooperação" com NATO e anuncia apoio à Ucrânia

15 fev, 2026 - 14:22 • Lusa

Toshimitsu Motegi afirma que segurança das regiões euro-atlântica e indo-pacífica "são inseparáveis".

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Tóquio anunciou, este domingo, ter manifestado à NATO as expectativas de um "aprofundamento da cooperação" com a Aliança Atlântica e a disponibilidade para um reforço do apoio do Japão à Ucrânia.

O ministro japonês dos Negócios Estrangeiros, Toshimitsu Motegi, afirmou numa reunião este sábado em Munique com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que a segurança das regiões euro-atlântica e indo-pacífica "são inseparáveis", pelo que "a cooperação entre o Japão e a NATO e entre a NATO e os seus parceiros da região do Indo-Pacífico (Japão, Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul), é estrategicamente importante", segundo um comunicado divulgado, este domingo, pelo ministério nipónico dos Negócios Estrangeiros.

Motegi sublinhou ainda que Tóquio "pretende elevar as relações com a OTAN a novos patamares através de uma cooperação concreta em vários domínios, incluindo o equipamento de defesa e a cooperação industrial".

Em resposta, na reunião de "aproximadamente 25 minutos" à margem da cimeira de segurança a decorrer Munique, Rutte terá manifestado esperança no desenvolvimento da cooperação entre o Japão e a NATO e "valorizou cooperação do Japão com a Aliança do Atlântico Norte, incluindo o apoio de Tóquio à Ucrânia por meio de programas" da organização a que preside, segundo o comunicado.

O Japão contribuirá com cerca de 15 milhões de euros em equipamento não letal para o pacote de assistência da NATO a Kiev, segundo a agência de notícias japonesa Jiji Press.

O anúncio surge no meio de rumores, noticiados esta semana pela estação de japonesa de televisão NHK, sobre a possível adesão de Tóquio à lista de requisitos prioritários para a Ucrânia (PURL, na sigla em inglês), coordenada pela Aliança Atlântica e Washington, que inclui o financiamento de compras de armamento norte-americano que a Ucrânia designou como essenciais, especialmente armamento de defesa aérea e munições.

Representantes da NATO citados anonimamente pela NHK indicaram que o Japão forneceria fundos apenas para equipamentos de defesa não letais, com a possível inclusão de sistemas de radar e coletes à prova de balas.

O alinhamento das posições dos dois interlocutores reflete o envolvimento crescente do Japão com a NATO, que inclui a criação de uma delegação permanente na sede da Aliança em Bruxelas. Em abril, Rutte visitou Tóquio, onde foram discutidas perspetivas de expansão da cooperação na indústria de defesa.

A reunião de Motegi com Rutte ocorreu um dia depois do ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, participar em discussões no mesmo fórum sobre como continuar a apoiar o setor energético ucraniano, comprometido pelos ataques da Rússia.

Motegi também se reuniu em Munique com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, com quem abordou a situação em torno da China e as políticas em relação à Coreia do Norte, incluindo os programas nucleares e de mísseis de Pyongyang, de acordo com outro comunicado do ministério japonês dos Negócios Estrangeiros.

Os dois responsáveis também coordenaram a visita da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, aos Estados Unidos, prevista para março.

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