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Nações Unidas

ONU diz que houve genocídio na guerra civil do Sudão

19 fev, 2026 - 10:49 • Lusa

A missão de investigação da ONU fala de um conjunto de provas em que se incluem: cerco prolongado, a fome e a negação de assistência humanitária, seguidos de assassinatos em massa, violação, tortura e desaparecimento forçado, humilhação sistemática.

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Uma missão de investigação da ONU concluiu que as provas de atrocidades cometidas durante o cerco e a tomada da cidade sudanesa de El Fasher apontam para genocídio.

As Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), um grupo paramilitar, capturaram El Fasher, localizada na região oeste do Darfur, no final de outubro, após um bloqueio de 18 meses.

Segundo a BBC, este foi um dos capítulos mais brutais da guerra civil sudanesa, que dura há quase três anos, e provocou uma indignação internacional generalizada.

As RSF não comentaram o relatório, mas já negaram acusações semelhantes anteriormente.

"O conjunto de provas que reunimos — incluindo o cerco prolongado, a fome e a negação de assistência humanitária, seguidos de assassinatos em massa, violação, tortura e desaparecimento forçado, humilhação sistemática e as próprias declarações dos perpetradores — leva a apenas uma conclusão razoável", disse Mona Rishmawi, especialista da missão de apuramento dos factos.

"As Forças de Apoio Rápido (RSF) agiram com a intenção de destruir, total ou parcialmente, as comunidades Zaghawa e Fur em El-Fasher. Estas são as características marcantes de um genocídio", acrescenta a mesma fonte.

O relatório conclui que foram cometidos pelo menos três actos que se enquadram no crime de genocídio, incluindo o assassinato de membros de um grupo étnico protegido; causar graves danos físicos e mentais; e infligir deliberadamente condições de vida calculadas para provocar a destruição física total ou parcial do grupo.

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