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México em “estado de sítio” após morte de líder de cartel

23 fev, 2026 - 07:47 • Redação

Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido por "El Mencho", foi morto durante um tiroteio em Jalisco, enquanto o exército mexicano tentava capturá-lo.

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México em “estado de sítio” após morte de líder de cartel

As aulas foram suspensas em vários estados mexicanos e os governos locais e estrangeiros alertaram os cidadãos para que permanecessem em casa, devido à onda de violência que se seguiu à morte do poderoso líder do Cartel Jalisco Nova Geração pelo exército.

Após a morte de Oseguera Cervantes, homens armados pertencentes ao cartel desencadearam uma onda de violência por todo o país. Houve carros incendiados que bloquearam estradas em 20 estados mexicanos, deixando um denso fumo no ar.

Os residentes de Guadalajara, a segunda maior cidade do México e capital de Jalisco, trancaram-se em casa, e as aulas foram suspensas na segunda-feira em vários estados, enquanto as forças de segurança foram colocadas em alerta em todo o país. Até a Guatemala reforçou a segurança na fronteira com o México.

Cervantes era o chefe de uma das redes criminosas de crescimento mais rápido no México, que se destacou pelo tráfico de fentanil, metanfetaminas e cocaína para os Estados Unidos e ainda por realizar ataques ousados contra as autoridades governamentais que a desafiavam.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, apelou à calma e as autoridades anunciaram no final do dia de domingo que tinham removido a maioria dos mais de 250 bloqueios de estradas feitos por cartéis em 20 estados.

A Casa Branca confirmou que os EUA prestaram apoio através dos serviços de informação à operação para capturar o líder do cartel e elogiou o exército mexicano por eliminar um homem que era um dos criminosos mais procurados em ambos os países.

Embora menos conhecido internacionalmente do que o cartel de Sinaloa, associado a Joaquín “El Chapo” Guzmán, o cartel de Jalisco consolidou influência significativa em várias regiões do país e noutras zonas da América Latina.

O assassinato de Cervantes pode dar ao Governo mexicano uma vantagem nas negociações com a administração Trump, que tem ameaçado impor tarifas ou tomar medidas militares unilaterais caso o México não apresente resultados no combate aos cartéis.

No entanto, o impacto a longo prazo no panorama de segurança do México permanece incerto.

Oseguera Cervantes, mais conhecido por “El Mencho”, tinha 59 anos e era originário do estado de Michoacán, no oeste do país. As ligações com o crime organizado duravam há pelo menos três décadas.

Cervantes enfrentava múltiplas acusações nos Estados Unidos, e o Departamento de Estado norte-americano ofereceu uma recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem à detenção. A administração Trump designou aquele cartel e outras organizações terroristas estrangeiras há um ano.

O cartel de Jalisco está presente em pelo menos 21 dos 32 estados do México e opera em quase todo o território dos Estados Unidos, segundo a Agência Anti-Droga dos EUA (DEA). Mas é também uma organização global, e a perda do líder pode ser sentida muito além do México.

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