Caso Epstein
Ex-embaixador Mandelson detido por risco de fuga. Advogados rejeitam alegação
24 fev, 2026 - 20:14 • Catarina Magalhães
Mandelson, de 72 anos, foi libertado na madrugada desta terça-feira sob fiança, após ser detido inicialmente em Londres por má conduta no exercício de funções pública.
Os advogados que representam o antigo embaixador britânico Peter Mandelson afirmaram que a detenção na terça-feira deveu-se a uma "insinuação infundada" de que planeava abandonar o Reino Unido, avançou o jornal britânico "The Independent".
Mandelson, de 72 anos, foi libertado na madrugada desta terça-feira sob fiança, após ser detido inicialmente em Londres por alegada má conduta no exercício de funções públicas.
Depois de divulgados milhões de documentos relacionados com o falecido norte-americano condenado por abusos sexuais Jeffrey Epstein, o antigo representante britânico nos Estados Unidos da América (EUA) está envolvido numa polémica desde o início deste mês.
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Segundo o gabinete de advogados, o ex-embaixador tinha acordado com a polícia para ser interrogado voluntariamente no próximo mês, depois de as autoridades reunirem provas que o justificassem.
Porém, a alegação de querer abandonar o país e mudar-se permanentemente para o estrangeiro alterou os planos das autoridades britânicas, que avançaram para a detenção por risco de fuga.
"A detenção foi motivada por uma insinuação infundada de que Mandelson planeava deixar o país e estabelecer residência permanente no estrangeiro", revelou o escritório de advogados Mishcon de Reya, em comunicado. "Não há absolutamente qualquer verdade nesta alegação."
Embaixador Peter Mandelson detido no Reino Unido
Antigo ministro e embaixador em Washington - e com(...)
Segundo a defesa do antigo embaixador, "a prioridade máxima de Peter Mandelson é cooperar com a investigação policial, como têm feito ao longo de todo o processo, e limpar o seu nome".
Duas casas do representante demitido começaram a ser investigadas depois de surgirem críticas direcionadas ao primeiro-ministro, Keir Starmer, por o ter nomeado como embaixador em 2024.
Os ficheiros divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA na semana passada incluíam emails que sugerem que Mandelson terá divulgado documentos governamentais a Epstein e, em recompensa, o antigo embaixador recebia donativos de 21 mil euros (25 mil dólares).
Os emails divulgados sugerem que, em 2009, Mandelson enviou a Epstein um memorando escrito para Brown sobre possíveis vendas de ativos do Reino Unido e alterações fiscais, e que, em 2010, deu a Epstein conhecimento antecipado de um resgate da União Europeia no valor de 500 mil milhões de euros (590 mil milhões de dólares).
O jornal “Financial Times” noticiou que o montante total recebido terá sido de 63 mil euros (75 mil dólares).
A polícia lançou a investigação a 3 de fevereiro, após denúncias que alegam má conduta no exercício de funções públicas, incluindo uma comunicação feita pelo próprio governo.
- Noticiário das 4h
- 16 jun, 2026









