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França vai reforçar arsenal nuclear e capacidade de dissuasão

02 mar, 2026 - 17:28 • Ricardo Vieira, com Reuters

Ao apresentar a atualização da doutrina nuclear francesa, Macron anunciou um reforço da cooperação com aliados europeus interessados, incluindo a Alemanha.

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A França vai aumentar a dimensão do seu arsenal nuclear e reforçar a sua capacidade de dissuasão, anunciou esta segunda-feira o Presidente Emmanuel Macron.

O chefe de Estado francês discursava durante uma visita a uma base naval na Bretanha e ao submarino nuclear “Le Temeraire”.

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Estamos atualmente a viver um período de convulsão geopolítica carregado de riscos”, declarou Macron, acrescentando que é necessário um “endurecimento” do modelo francês de dissuasão.

Ao apresentar a atualização da doutrina nuclear francesa, o chefe de Estado anunciou também uma alteração “significativa”, que prevê um reforço da cooperação com aliados europeus interessados, incluindo a Alemanha.

Segundo Macron, a Alemanha, mas também a Polónia, os Países Baixos, a Bélgica e a Dinamarca poderão participar em exercícios franceses de simulação nuclear. O Presidente deixou, contudo, claro que a decisão sobre eventuais ataques nucleares continuará a ser da exclusiva responsabilidade do chefe de Estado francês.

O líder francês acrescentou que poderá ser possível, em circunstâncias ainda não especificadas, instalar ativos estratégicos noutros países europeus, no âmbito do que designou como uma nova doutrina de “dissuasão avançada”.

Embora a França e o Reino Unido sejam potências nucleares, a maioria dos países europeus depende sobretudo dos Estados Unidos para dissuadir potenciais adversários — um dos pilares da segurança transatlântica há várias décadas.

No entanto, a reaproximação de Donald Trump à Rússia no contexto da guerra na Ucrânia, bem como a sua postura mais dura face a aliados tradicionais, têm inquietado vários governos europeus.

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  • Destruição
    02 mar, 2026 recíproca 18:36
    Não é redistribuir ogivas mas fabricar mais e colocar essas ogivas nucleares de prontidão. Para abrir caminho pelo exército alemão de 800 000 soldados, a Rússia não hesitará em usar armas nucleares táticas, a não ser, claro, que a Alemanha também as tenha e esteja igualmente decidida a usá-las contra as tropas invasoras russas.

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