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França

Quatro condenados por assassínio do professor Samuel Paty, decapitado por ensinar liberdade de expressão

02 mar, 2026 - 23:45 • Redação, com Lusa

Penas mais pesadas, de 10 e 15 anos, foram pronunciadas contra um pai de aluno, Brahim Chnina, de 54 anos, e um militante islamita, Abdelhakim Sefrioui, de 66, por terem iniciado a campanha de ódio nas redes sociais contra o professor.

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O tribunal criminal de recurso de Paris condenou esta segunda-feira quatro homens a penas de prisão de seis a 15 anos, por envolvimento no assassínio do professor de História e Geografia, Samuel Paty, por um jihadista checheno em outubro de 2020.

As penas mais pesadas, de 10 e 15 anos, foram pronunciadas contra um pai de aluno, Brahim Chnina, de 54 anos, e um militante islamita, Abdelhakim Sefrioui, de 66, por terem iniciado a campanha de ódio nas redes sociais contra o docente, de 47 anos.

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Esta campanha, iniciada depois de o professor ter mostrado caricaturas de Maomé durante as aulas, a propósito da liberdade de expressão, só parou depois da decapitação de Paty por um jovem russo de origem chechena Abdoullakh Anzorov, de 18 anos, abatido depois pela polícia.

Nos dias que se seguiram à aula sobre liberdade de expressão, onde foram mostradas as caricaturas de Maomé, o pai de uma aluna gravou vários vídeos onde apelidou o professor de “bandido” e exigiu que fosse despedido.

O procurador antiterrorismo, Jean-Francois Ricard, revelou em conferência de imprensa que o jovem que decapitou o professor, nas imediações de uma escola de Paris, na sexta-feira, pediu a vários alunos para identificarem a vítima antes do ataque.

Dois próximos do assassino, Naïm Boudaoud, de 24 anos, e Azim Epsirkhanov, de 25, foram condenados a seis e sete anos de prisão, por associação de malfeitores, mas sem cargas terroristas. Foram condenados por terem conduzido Anzorov e ajudá-lo a obter armas.

O crime foi cometido em 16 de outubro de 2020, perto da escola onde Paty dava aulas, em Conflans-Sainte-Honorine, perto de Paris.

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