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Médio Oriente

Portugueses retidos em cruzeiro no Dubai: "Não há stress, estamos apenas expectantes"

04 mar, 2026 - 18:17 • Pedro Mesquita

Maria do Rosário Gama relata como têm sido os últimos dias deste grupo de portugueses. Espera poder regressar a Portugal num voo previsto para sábado e o maior receio é que acabem os medicamentos que trouxe para a viagem.

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Portugueses retidos num cruzeiro, no Dubai: "Não há não há stress

Na sequência do ataque norte-americano e israelita ao Irão, e sobretudo da retaliação do regime de Teerão a atingir diversos territórios árabes vizinhos, há mais de 50 portugueses retidos num navio-cruzeiro, no porto do Dubai, desde o último sábado.

Serão 53 portugueses, incluindo a presidente da associação APRe! - Aposentados, Pensionistas e Reformados, de férias na região.

Maria do Rosário Gama mantém a expetativa de um regresso a Portugal no próximo dia 7 de março – a data inicialmente prevista – mas no meio de uma guerra não há certezas.

A única preocupação que tem, conta à Renascença, é que não levou medicamentos que cheguem para uma eventual estadia mais prolongada. Quanto ao mais, diz Maria do Rosário Gama, os portugueses a bordo estão tranquilos e confiantes. Não há sinais de stress ou de angústia entre os passageiros.


Já sabem quando será possível o regresso a Portugal?

Chegámos aqui no dia 28 [de fevereiro] e era suposto, nessa noite, o navio viajar até o Qatar. Mas, quando entrámos no navio, à tarde, soubemos que tinha havido o ataque dos Estados Unidos ao Irão e, passado pouco tempo, disseram que não iríamos sair daqui do porto [Rashid, no Dubai]. Portanto, foi cancelada a viagem que estava prevista ao Qatar, a Bahrein e Abu Dhabi.

Ou seja, neste momento estão dentro do navio-cruzeiro e não sabem quando é que podem sair daí?

Não podemos sair. Não convém sair para fora do porto. Podemos ir até ao porto, mas não podemos sair.

E temos o voo previsto, pelo menos a reserva assim estava feita, para dia 7, quando acabava o cruzeiro. Agora, não sabemos se vamos sair dia 7, ou não. Esperamos que sim, mas não sabemos porque estava muita gente em trânsito no Dubai, fazer escala. Essas pessoas foram alojadas em hotéis. Penso que são esses os primeiros que estão a sair. Depois talvez sejamos nós, as pessoas que estão nos cruzeiros.

Não há, portanto, nenhuma indicação de que consigam, de facto, sair no dia 7. E isso está a causar-lhe transtorno - ao que sei - porque receia não ter medicamentos para tomar a partir do dia 7...

É. Quer dizer, quando viajamos, levamos a medicação para os dias que estamos fora. Portanto, para aquilo que é previsível estar fora. Foi isso que eu fiz, mas já não volto a fazer. Agora vou começar a andar com mais medicamentos.

Além de si, há circunstâncias complicadas, neste momento, entre os passageiros portugueses?

Não, só isto. As pessoas só estão preocupadas com a medicação. Mais nada.

No resto, não há situação nenhuma complicada, está tudo tranquilo. Aqui há muitas atividades que são propostas, a alimentação é boa, e eu acho que as pessoas estão todas confiantes de que vamos partir daqui no dia 7. Vamos ver, esperemos que sim, mas não há não há stress, não há angústia, estamos apenas expectantes.

Entretanto, já receberam a visita do embaixador português em Abu Dhabi. O que é que ele vos disse?

Ele veio tomar conta da situação e disse que estava disponível para tudo aquilo que fosse necessário. A embaixada estará a fazer pressão para que possamos ir naquele voo do dia 7.

Será um voo comercial? Não está pensado nenhum voo charter?

Não. Temos reservas para o voo da Emirates e penso que será nesse que iremos viajar. Não se falou em voos charter, não.

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