Isto não é só Europa
"Não podemos escudar-nos em meias palavras". Temido critica Carneiro sobre base das Lajes
05 mar, 2026 - 06:30 • Alexandre Abrantes Neves
No podcast da Renascença "Isto não é só Europa", a eurodeputada do PS pede uma condenação mais firme e lamenta que o partido se tenha colocado à margem de discussões importantes para Portugal e o mundo.
A socialista Marta Temido acusa o líder José Luís Carneiro de "meias palavras" na primeira reação ao uso da base das Lajes pelos Estados Unidos no conflito com o Irão.
No podcast Renascença/EuranetPlus “Isto não é só Europa”, a eurodeputada do PS considera que não é suficiente dizer que se foi “informado”, quando está em causa a utilização de uma base militar num conflito com consequências globais. “Ser informado não significa concordar e não significa não emitir uma opinião sobre a linha política que um país está a seguir. Isso também me diz pouco, para ser franca”, critica.
Recordando a postura de outros partidos quando o PS estava no Governo – “pronunciavam-se quando achavam bem ou mal” –, Marta Temido lamenta que o líder socialista tenha demorado dois dias desde o início da ofensiva e tenha esperado até segunda-feira para exigir explicações ao executivo.
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“Não é escudando-nos nas meias palavras que conseguimos encontrar soluções para os graves problemas que vamos viver neste momento”, aponta. “Não vejo como é que não se possa fazer essa condenação absoluta e límpida de que houve aqui uma violação total das regras do direito internacional”.
Na leitura da antiga ministra da Saúde, estas são críticas que devem ser apontadas ao governo português, mas também à União Europeia. Temido pede a Bruxelas uma condenação "firme” da postura norte-americana, por “não haver risco iminente de ataque [pelo Irão]” e por estarem em curso negociações que acabaram interrompidas.
“O objetivo é, claramente, desviar interesses da política interna de Israel e dos Estados Unidos e, por outro lado, dar um sinal ao mundo. Quem não está por nós, está contra nós. E isso vai-se aplicar à Europa e a Portugal, mais tarde ou mais cedo”, alerta.
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