Só diplomatas de países "amigos" na assinatura do livro de condolências de Ali Khamenei
05 mar, 2026 - 14:30 • João Cunha
A embaixada do Irão abriu um livro de condolências a todos os que quiserem homenagear o lider supremo do Irão, Ali Khamenei. Mas poucos foram os que apareceram esta manhã para assinar o documento.
Paquistão, China, Rússia. Foram os países cujos representantes diplomáticos em Portugal compareceram, esta manhã, na Embaixada do Irão em Portugal, onde foi aberto um livro de condolências na sequência da morte do Aiatolá Khamenei, líder supremo da daquela República Islâmica.
Durante o período da manhã, também nenhum civil iraniano quis prestar uma última homenagem a Khamenei.
Numa sala austera do piso térreo do edifício, sobre um fino tapete persa com dois castiçais, onde ardiam duas velas, o livro de condolências aguardava por assinaturas. Por detrás mesa, um pequeno quadro com a figura de Khamenei e, ao lado da mesa, um "roll-up" também com a imegem do "líder mártir".
Junto ao livro, uma jarra de flores, encostada à qual está outra fotografia de Khamenei, sentado junto a uma pequena mesa onde se vê uma fotografia do anterior líder supremo do Irão, o Aiatolá Ruhollah Musavi Khomeini.
Por volta das 10 da manhã o representante diplomático da Federação da Rússia, Mikhail Kamynin, chegava á embaixada, no Restelo, onde o embaixador iraniano, Majid Tafreshi, começou a receber quem quis assinar o livro de condolências.
Pouco depois, chegava o embaixador da China, Yang Yirui, seguido da embaixadora da República Islâmica do Paquistão, Aisha Farooqui. Ao local chegou mais tarde uma viatura diplomática, que a Renascença acredita ser das Bahamas, com um representante diplomático que também entrou no edifício para homenagear o até aqui líder supremo do Irão.
À porta da embaixada, contrariamente ao habitual, estava uma viatura da polícia, com um agente armado e de colete à prova de bala, a reforçar a segurança do edifício.
- Noticiário das 0h
- 14 abr, 2026









