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Urnas abrem na primeira eleição do Nepal após protestos derrubarem Governo

05 mar, 2026 - 07:48 • Lusa

Autoridades afirmaram que tanto a campanha eleitoral quanto a votação decorreram de forma pacífica, sem relatos de incidentes.

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As urnas abriram esta quinta-feira na primeira eleição nacional do Nepal desde que a revolta violenta liderada por jovens no ano passado forçou o Governo a abandonar o poder.

A contagem dos votos terá início ainda esta quinta-feira, e o anúncio dos resultados está previsto para o fim de semana.

Autoridades afirmaram que tanto a campanha eleitoral quanto a votação decorreram de forma pacífica, sem relatos de incidentes.

"Há um grande entusiasmo entre a população em relação a esta eleição, e prevemos que a participação eleitoral seja de, pelo menos, 65%", disse o presidente interino da comissão eleitoral do Nepal, Ram Prasad Bhandari.

As autoridades proibiram a circulação de veículos nas ruas, assim como de comícios políticos e reuniões públicas. Todas as formas de campanha estão proibidas no dia das eleições.

Os eleitores começaram a fazer fila junto às assembleias de voto antes da abertura das urnas, às 07:00 (02:00 em Lisboa).

"Estou aqui para votar na esperança de trazer novas mudanças ao Nepal, que era o que todos buscávamos e o motivo da revolta da Geração Z", disse Hari Sharan Giri, um pintor com 70 anos, citado pela AP.

Outros disseram à agência esperar que as eleições tragam mudanças positivas para a nação. "Senti que posso cumprir a minha responsabilidade como pessoa e cidadã, porque cada um dos nossos votos é importante", indicou Sanjiya Shrestha, também citada pela AP.

Quase 19 milhões de pessoas estão registadas para votar, de acordo com a Comissão Eleitoral.

Os eleitores estão a eleger diretamente 165 membros para a Câmara dos Representantes, a câmara baixa do Parlamento, sendo que os restantes 110 lugares do órgão de 275 membros serão atribuídos através de um sistema de representação proporcional, ao abrigo do qual os partidos políticos nomeiam deputados com base num modelo de quota de votos.

A eleição é amplamente vista como uma disputa a três, moldada pela frustração dos eleitores com a corrupção generalizada e pelas exigências de uma maior responsabilização do Governo.

Os protestos contra a corrupção e a má governação foram desencadeados por uma proibição das redes sociais, antes de se transformarem numa revolta popular contra o Governo.

Dezenas de pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas quando os manifestantes atacaram edifícios governamentais e a polícia abriu fogo.

Enquanto o Congresso e os comunistas mantêm bases eleitorais leais, o partido de Shah atraiu multidões maiores na campanha eleitoral, com destaque para os eleitores mais jovens.

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