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Guerra na Ucrânia

Hungria acusa Zelensky de "ultrapassar os limites" ao ameaçar Orbán

06 mar, 2026 - 00:59 • Lusa

Zelensky ameaçou recorrer ao Exército para lidar com Viktor Orbán, caso o primeiro-ministro húngaro continue a bloquear o empréstimo aprovado pela União Europeia. Em reação, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria diz que "ninguém pode ameaçar a Hungria ou o seu primeiro-ministro".

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O governo húngaro acusou na quinta-feira o Presidente ucraniano de "ultrapassar os limites", depois de Volodymyr Zelensky ter ameaçado recorrer ao Exército para lidar com Viktor Orbán, caso o primeiro-ministro húngaro continue a bloquear o empréstimo aprovado pela União Europeia.

"Isto ultrapassa os limites", frisou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, numa publicação na rede social Facebook, acrescentando que "ninguém pode ameaçar a Hungria ou o seu primeiro-ministro".

O ministro húngaro acrescentou que o seu país não se deixará chantagear "simplesmente porque não quer pagar o preço da guerra na Ucrânia".

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Na semana passada, Orbán anunciou que iria bloquear o empréstimo de 90 mil milhões de euros da União Europeia (UE) enquanto Kiev impedisse o trânsito de crude russo através do oleoduto Druzhba, que atravessa o território ucraniano e foi danificado em janeiro pelos ataques russos.

O Presidente ucraniano criticou o facto de uma única pessoa estar a bloquear a ajuda e falou sobre a utilização do Exército para lidar com Orbán, algo que a Hungria interpretou como uma ameaça.

"Esperamos que esta pessoa na UE não bloqueie os 90 mil milhões de euros e que as Forças Armadas ucranianas continuem a ter armas. Caso contrário, daremos o endereço dessa pessoa às nossas Forças Armadas, aos nossos homens. Que lhe telefonem e falem com ele na sua língua", referiu na quinta-feira o Presidente ucraniano.

A Hungria e a Eslováquia, os dois países que importam grandes quantidades de crude russo através do oleoduto Druzhba, afirmam que o oleoduto já está operacional e que é Zelensky quem está a impedir a retoma do fornecimento.

Segundo informações publicadas pelo jornal "Financial Times", a UE está a pressionar Zelensky para que permita uma inspeção do oleoduto.

As declarações desta quinta-feira de Zelensky a propósito de Orbán surgem depois de a Hungria ter libertado na quarta-feira dois prisioneiros de guerra ucranianos, que também possuem passaportes húngaros, após negociações unilaterais com Moscovo que provocaram indignação em Kiev.

Kiev e Budapeste têm protagonizado conflitos frequentes desde o início da guerra russa na Ucrânia, a 24 de fevereiro de 2022.

Orbán é o líder europeu mais próximo do Kremlin e desde que começou o conflito que se opõe ao armamento da Ucrânia e à imposição de sanções à Rússia.

Mesmo antes desta controvérsia, Orbán já se opunha à assistência da UE à Ucrânia para se defender da invasão, e a Hungria, juntamente com a Turquia, é o único país da NATO que nunca prestou apoio militar à Ucrânia.

Orbán, que, segundo as sondagens, sofrerá a sua primeira derrota eleitoral em 16 anos nas eleições gerais de abril, centrou a sua campanha na ideia de que a Ucrânia e a UE querem envolver a Hungria na guerra e que o seu Governo é o único que a pode impedir.

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  • Venham
    06 mar, 2026 as Eleições 13:44
    Venham depressa as Eleições Húngaras, onde, a julgar pelas sondagens, Magyar vai correr com Órban - a não ser claro, que haja uma gigantesca fraude eleitoral ou Magyar tenha um "acidente" tipo "cair" de uma janela, ou um ataque cardíaco com o auxilio da toxina do tal sapo. Magyar posicionará a Hungria verdadeiramente na UE, mandando passear a influência russa que a partir daí só contará com Fico da Eslováquia e a espaços com a República Checa para tramar a UE.
  • Arredar
    06 mar, 2026 é que não arreda 09:29
    Os 90 mil Milhões aparecerão na Ucrânia, nem que seja com as táticas espertas habituais, para tornear o veto húngaro. O Petróleo é que não deve aparecer na Hungria. Esperemos por Abril e pela anunciada queda de Órban - se não houver a fraude eleitoral patrocinada pela Rússia e se Magyar não "cair" de uma janela - e depois se verá como lidar com a Hungria que é toda contra as decisões da UE, mas arredar é que não arreda.

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