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Caso Epstein

Justiça divulga depoimento com alegação de abusos de menores contra Trump

06 mar, 2026 - 21:00 • Catarina Magalhães

Trump terá abusado sexualmente de uma menor depois de Jeffrey Epstein, um predador sexual condenado, a ter apresentado ao atual Presidente norte-americano. Apesar das polémicas, o Departamento da Justiça dos EUA não está a investigar nenhuma pessoa mencionada nos arquivos.

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América (EUA) divulgou na quinta-feira três entrevistas do FBI com uma mulher que alegou ter sido agredida sexualmente pelo Presidente norte-americano quando era adolescente.

Nos memorandos oficiais de 2019, a mulher recorda os alegados abusos ocorridos na década de 1980 e como foi apresentada a Donald Trump pelo falecido empresário condenado por tráfico sexual de menores, Jeffrey Epstein.

No início desta semana, a administração Trump anunciou que vai partilhar 50 mil documentos em falta do caso Epstein, indicou o jornal britânico "The Telegraph".

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Segundo os novos registos divulgados pelo FBI, Trump terá forçado uma menor com 13 a 15 anos de idade a praticar sexo oral, depois de Jeffrey Epstein a ter apresentado.

Após ter sido abusada física e sexualmente "vezes sem conta" por Epstein, a mulher contou que, no encontro com o atual Presidente dos EUA, foi agredida por Trump depois de o morder quando foi forçada a praticar sexo oral.

A mulher denunciou o caso depois de reconhecer Epstein numa fotografia que uma amiga de infância lhe enviou.

Em fevereiro, foi noticiado que o Departamento de Justiça (DOJ, na sigla inglesa) tinha travado a divulgação de ficheiros Epstein com alegações de que Trump terá abusado sexualmente de uma rapariga menor de idade, segundo uma investigação da rádio pública NPR.

A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, aprovada em meados de novembro pelo Congresso, exige que o Governo abra a "caixa negra" do caso e divulgue, sem exceção, todos os ficheiros – sem revelar informações que identifiquem as vítimas.

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Entre os três milhões de ficheiros divulgados, foi publicado um dos memorandos do FBI sobre a mulher, mas sugiram questões sobre o paradeiro do resto das entrevistas.

Perante a exigência da lei da transparência, o departamento norte-americano esclareceu a falha e disse tê-las confundido "incorretamente" como documentos duplicados.

Ainda assim, a CNN International insiste que ainda faltam dezenas de entrevistas com testemunhas sobre a investigação ao milionário Epstein.

Em reação, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que estas são "acusações completamente infundadas, sem qualquer prova credível".

Desde a primeira remessa de documentos em dezembro do ano passado, o site do Departamento de Justiça dos EUA tem afixada uma mensagem de que alguns documentos podem incluir "alegações falsas e sensacionalistas feitas contra o Presidente Trump".

Apesar das polémicas, o DOJ não está a investigar, até ao momento, nenhuma pessoa mencionada nos arquivos Epstein, confirmou na quinta-feira um responsável da organização.

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