Netanyahu garante que guerra contra o Irão vai continuar “sem tréguas”
07 mar, 2026 - 20:44 • Olímpia Mairos , com Reuters
Primeiro-ministro israelita diz que há “muitos mais alvos” no Irão e fala num plano com “muitas surpresas” para desestabilizar o regime.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, garantiu este sábado que a guerra contra o Irão vai prosseguir “sem tréguas e sem concessões”.
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Numa comunicação transmitida pela televisão nacional, Netanyahu afirmou que Israel “ainda tem muitos mais alvos” para atacar no território iraniano e que a operação militar continuará com toda a intensidade.
“Continuamos com toda a força”, reiterou o chefe do Governo israelita.
O primeiro-ministro revelou ainda que o país prepara uma nova fase da guerra, com um plano que inclui “muitas surpresas”. Segundo Netanyahu, o objetivo é “desestabilizar o regime e permitir a mudança” no Irão.
Dirigindo-se diretamente ao povo iraniano, o líder israelita afirmou que “o momento da verdade está a aproximar-se” e sugeriu que cabe aos próprios iranianos libertar o país para que seja possível alcançar a paz com Israel.
Noutra frente do conflito, Netanyahu deixou também um aviso ao Líbano, exigindo que o Governo libanês consiga conter o Hezbollah.
“A vossa responsabilidade é desarmar o Hezbollah. Se não o fizerem, a agressão do Hezbollah resultará em repercussões desastrosas para o Líbano”, afirmou.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, reforçou o aviso, afirmando que o Líbano “pagará um preço elevado” se o grupo armado continuar a atacar Israel a partir do seu território.
Entretanto, os combates continuam a intensificar-se no Líbano. Segundo o Ministério da Saúde libanês, mais de 290 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas desde o início dos bombardeamentos israelitas no país esta semana.
A escalada militar acontece depois de, a 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel terem lançado ataques contra o Irão, que desencadearam uma série de retaliações na região. Desde o início do conflito, mais de mil pessoas morreram, a maioria no Irão.
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- 19 mai, 2026







