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Irão. UE manifesta-se disponível para reforçar missões navais no Médio Oriente

09 mar, 2026 - 15:04 • Lusa

União Europeia disponível para reforçar missões navais no Médio Oriente. Objetivo passa por proteger navios mercantes e rotas marítimas críticas. Posição surge após reunião com representantes de países da região.

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A União Europeia manifestou-se hoje disponível para reforçar as missões navais no Médio Oriente, para proteger navios mercantes, após uma reunião dos presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia com representantes de 13 países da região.

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Numa declaração conjunta assinada após a reunião, António Costa e Ursula von der Leyen realçam a importância das missões navais europeias Aspides e Atalanta, ambas no Médio Oriente, que visam "proteger rotas marítimas críticas e prevenir qualquer disrupção a cadeias de abastecimento cruciais".

"Ambos manifestaram abertura para ajustar e reforçar estas missões, com vista a responder melhor à situação", lê-se na declaração.

A missão naval Aspides, lançada em fevereiro de 2024, visa proteger navios comerciais e mercantes no Mar Vermelho, Golfo e Oceano Índico Ocidental de ameaças crescentes, designadamente de ataques dos grupos Huthis do Iémen.

Já a missão naval Atalanta, em vigor desde 2008, atua no Golfo de Aden e no Oceano Índico Ocidental, com o intuito de proteger navios de pirataria.

UE disponível para "facilitar regresso à mesa das negociações"

A União Europeia manifestou-se também hoje disponível para contribuir para "reduzir as tensões e facilitar o regresso à mesa de negociações", salientando que a diplomacia é a única solução viável para pôr fim à guerra no Irão. .
"A União Europeia (UE) é um parceiro de longa data e fiável para a região nestes momentos difíceis e está pronta para contribuir de todas as formas possíveis para ajudar a reduzir a tensão e facilitar o regresso à mesa das negociações", lê-se numa declaração conjunta assinada pelos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após uma reunião por videoconferência com representantes de 13 países do Médio Oriente. .
Costa e Von der Leyen dizem "acreditar firmemente" que "o diálogo e a diplomacia são a única via viável para avançar", apesar de reconhecerem que a "ordem internacional baseada em regras está sob pressão".
Numa declaração em que não se referem aos ataques dos Estados Unidos ou de Israel, mas em que condenam "nos termos mais fortes" os "ataques indiscriminados do Irão" no Médio Oriente, Costa e Von der Leyen pedem que se respeite o direito internacional.
"Os presidentes reafirmaram o seu compromisso com a estabilidade regional e apelaram à proteção dos civis e ao respeito total do direito internacional, da lei internacional humanitária e à obrigação de cumprir os princípios da Carta das Nações Unidas", lê-se.
Os dois líderes recordam ainda que a UE pediu reiteradamente às autoridades iranianas para "porem fim ao seu programa nuclear e restringir o seu programa de mísseis balísticos" e condenou a "repressão inaceitável e a violência perpetrada pelo regime iraniano contra os seus próprios cidadãos".
Costa e Von der Leyen manifestam particular preocupação com o alastrar da guerra para o Líbano, frisando que está a "provocar deslocações a larga escala" e pedindo respeito pela soberania e integridade territorial do país, numa alusão aos bombardeamentos e operações terrestres de Israel.
"Neste contexto, a presidente Von der Leyen anunciou a mobilização de reservas do [pacote de ajuda humanitária urgente] ReliefEU para apoiar cerca de 130.000 pessoas no Líbano, com um primeiro voo previsto já amanhã [terça-feira]", lê-se.
Na declaração, os dois líderes agradecem ainda aos 13 países do Médio Oriente pela sua "assistência e apoio na repatriação de dezenas de milhares de cidadãos europeus que estavam retidos" na região quando começou a guerra no Irão.
"A UE trabalhará com os países da região para restabelecer a paz e a estabilidade no Médio Oriente e na região do Golfo, reafirmando o seu compromisso duradouro com a parceria, a segurança e a prosperidade na região", referem. .
Um total de 13 países do Médio Oriente participaram hoje numa reunião por videoconferência promovida pelos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e que contou também com a participação da chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas.
Representantes da Jordânia, Egito, Bahrein, Líbano, Síria, Turquia, Arménia, Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã debateram com os líderes europeus o conflito lançado pelos Estados Unidos e Israel no Irão, que ripostou contra outros países da região, disse uma porta-voz do presidente do Conselho Europeu.
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