Médio Oriente
Guarda Revolucionária do Irão desafia Trump: "Nós determinamos o fim da guerra"
10 mar, 2026 - 14:48 • Lusa
"Estamos preparados para expandir a guerra; a segurança será para todos, ou a insegurança para todos", afirmou o corpo militar de elite iraniano.
A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou esta terça-feira ter capacidade militar para "expandir" o conflito no Médio Oriente e para decidir quando o mesmo terminará, ao contrário do que pretende o Presidente norte-americano, Donald Trump.
"Estamos preparados para expandir a guerra; a segurança será para todos, ou a insegurança para todos", afirmou o corpo militar de elite iraniano num comunicado divulgado pela agência de notícias Fars. "Nós é que determinaremos o fim da guerra", enfatizou.
Antes, Trump insistiu a que a guerra no Irão "terminará em breve", classificando-a como uma operação "bastante avançada em relação ao calendário".
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"Não permitirei que um regime terrorista mantenha (...)
"Ela terminará em breve e, se recomeçar, eles serão atingidos com ainda mais força", destacou o Presidente norte-americano durante uma conferência de imprensa. "Até à data, atingimos mais de 5.000 alvos, alguns muito importantes, e reservámos os alvos mais importantes para o caso de precisarmos deles mais tarde", insistiu.
Trump ameaçou mesmo atacar o Irão "com muito, muito mais força"
Trump ameaçou mesmo atacar o Irão "com muito, muito mais força" caso a República Islâmica bloqueie o fornecimento de petróleo de países do Médio Oriente.
"Não permitirei que um regime terrorista mantenha o mundo refém e tente travar o fornecimento global de petróleo. E se o Irão fizer algo nesse sentido, será atingido com muito, muito mais força", garantiu o Presidente norte-americano numa conferência de imprensa na Florida. "Se querem jogar este jogo (...) é melhor que não o joguem", acrescentou Trump.
O secretário de Estado Adjunto norte-americano para os Assuntos Públicos Globais, Dylan Johnson, afirmou na segunda-feira que o número de norte-americanos retirados do Médio Oriente atingiu os 36 mil.
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O Departamento de Estado acrescentou que está a alargar os recursos disponíveis para ligar as pessoas em diferentes partes da região e facilitar o seu regresso aos Estados Unidos.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, motivado pela inflexibilidade do seu regime político nas negociações sobre o enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirmam destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos, entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989.
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