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Tensão no Irão

Países terão "liberdade de passagem" por Ormuz se expulsarem embaixadores dos EUA e de Israel

10 mar, 2026 - 00:03 • Lusa

"É pouco provável que a segurança possa ser garantida no estreito de Ormuz no contexto da guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel na região", disse o líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão.

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A Guarda Revolucionária Iraniana ofereceu na segunda-feira livre passagem pelo estreito de Ormuz aos navios dos países árabes ou europeus que expulsem os embaixadores dos Estados Unidos da América (EUA) e de Israel.

"Qualquer país árabe ou europeu que expulse os embaixadores israelita e norte-americano do seu território terá total liberdade de passagem pelo estreito de Ormuz a partir de amanhã (terça-feira)", afirmou a Guarda Revolucionária num comunicado divulgado pela emissora estatal iraniana IRIB.

O estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do crude mundial e uma parcela significativa de minerais estratégicos, está praticamente fechado devido às ameaças da Guarda Revolucionária iraniana contra quem o tenta atravessar.

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O bloqueio desta via navegável vital para o comércio global elevou o preço do petróleo Brent acima dos 100 dólares por barril, máximo desde 2022, embora tenha descido ligeiramente nas últimas horas e, pouco antes das 18h30 (hora de Lisboa), estivesse cotado nos 96,85 dólares.

O líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ari Larijani, assegurou na segunda-feira que a segurança no estratégico estreito de Ormuz não poderá ser restaurada enquanto durar a guerra com os Estados Unidos e Israel.

"É pouco provável que a segurança possa ser garantida no estreito de Ormuz no contexto da guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel na região", declarou Larijani, depois de França, com os aliados, ter anunciado preparativos para uma "missão defensiva" com o objetivo de reabrir essa passagem crucial para o comércio mundial do petróleo.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, motivado pela inflexibilidade do seu regime político nas negociações sobre o enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirmam destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos, entre os quais o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989.

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