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União Europeia

Von der Leyen diz que regresso à energia russa seria um "erro estratégico"

11 mar, 2026 - 09:10 • João Malheiro com agências

Von der Leyen avisa que a Europa não pode abandonar a sua estratégia de longo-prazo face à subida de preços e voltar a depender da Rússia.

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A Europa estaria a cometer "um erro estratégico" se regressasse à energia russa, avisou esta quarta-feira Ursula von der Leyen.

Citada pela Reuters, a presidente da Comissão Europeia responde assim à proposta de Vladimir Putin fornecer petróleo e gás, devido à crise energética provocada pelo conflito no Médio Oriente.

A Rússia é o segundo maior exportador mundial de petróleo e detém as maiores reservas de gás natural do mundo. A União Europeia começou a cortar nestas importações, devido à invasão russa da Ucrânia.

Von der Leyen avisa que a Europa não pode abandonar a sua estratégia de longo-prazo face à subida de preços e voltar a depender da Rússia.

No Parlamento Europeu, a chefe do Executivo comunitário reconheceu que, devido ao conflito no Médio Oriente, "as famílias e as empresas europeias estão a enfrentar uma forte pressão" com o aumento dos preços da energia e defendeu que a UE deve "aliviá-las".

A presidente da Comissão Europeia garantiu que estão a ser preparadas soluções para reduzir os custos da energia, incluindo novos acordos comerciais, subsídios estatais e limites aos preços no mercado.

Von der Leyen admitiu mesmo impor tetos ao preço do gás, salientando que o aumento do preço da energia já está a custar três mil milhões de euros aos contribuintes, mas recusou aumentar as importações da Rússia.

"Desde o início do conflito [no Irão] os preços do gás aumentaram 50% e os do petróleo 27%. Traduzindo isso em euros, 10 dias de guerras já custaram aos contribuintes europeus mais três mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis. Esse é o preço da nossa dependência", afirmou, intervindo na sessão plenária do Parlamento Europeu.

[Atualizado às 10h28]

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  • Vai demorar anos
    11 mar, 2026 Mas chegaremos lá 12:38
    Se não tivesse ido atrás das conversas de ecologistas fanatizados e do seu lirismo de moinhos de vento, não teriam fechado prematuramente as centrais térmicas e nucleares e não estaríamos agora nesta situação. Vá lá, que parecem ter acordado e começado a correr atrás do prejuízo voltando a por as centrais nucleares agora modernas e mais pequenas, em cima da mesa. O pior é que vai levar anos a reparar as parvoíces anteriores... Mas chegaremos lá, desde que não liguem às manifs e "sit-downs" que os fanáticos do costume já estão a preparar.

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