Irão
Líder Supremo do Irão promete vingança e Estreito de Ormuz continuará fechado
12 mar, 2026 - 13:37 • Ana Kotowicz
É a primeira declaração pública do aiatolá Mojtaba Khamenei, depois de suceder ao seu pai como Líder Supremo do Irão. Discurso foi lido pelo apresentador do canal estatal iraniano.
"O sangue dos mártires" será vingado e o Estreito de Ormuz continuará a ser atacado. Na primeira declaração pública como Líder Supremo do Irão, o aiatolá Mojtaba Khamenei prometeu vingar-se dos inimigos do regime e apelou à unidade da nação.
No entanto, Khamenei — que sucede ao pai como Líder Supremo do Irão e que terá ficado ferido durante o ataque que matou Ali Khamenei — não surge a dar a cara pela mensagem.
O discurso, que foi transmitido pela televisão estatal iraniana, foi lido pelo apresentador do canal.
Vingar as crianças mártires
Durante a mensagem, segundo a tradução da BBC Persian, Mojtaba Khamenei promete a "a vingança pelo sangue das crianças mártires, incluindo as da Escola Minab", atingida por mísseis, a 28 de fevereiro.
O ataque fez 165 mortos, a maioria crianças, e a análise de peritos aponta para que tenha sido utilizado um míssil norte-americano Tomahawk. Donald Trump, presidente dos EUA, tem rejeitado a responsabilidade pelo ataque.
O novo Líder Supremo do Irão, nomeado a 8 de março, mostrou o seu apreço pela Frente de Resistência no Iêmen, pelo Hezbollah no Líbano e pelas forças de resistência no Iraque.
E, em contrapartida, prometeu continuar a atacar Estados Unidos e Israel. "Foram realizados estudos sobre a abertura de outras frentes onde o inimigo tem pouca experiência e onde será extremamente vulnerável", disse, acrescentando que essa frentes serão atacadas "se a situação de guerra continuar e com base em considerações de interesses."
Irão quer compensações do inimigo
Falando sobre os danos que os ataques dos Estados Unidos e de Israel provocaram no país, Khamenei garantiu que irá exigir indemnizações: "Exigiremos compensação do inimigo, e se ele se recusar, tomaremos o máximo de seus bens que determinarmos, e se isso não for possível, destruiremos a mesma quantidade de seus bens."
Sobre as bases norte-americanas no Médio Oriente, o Líder Supremo mostra-se disposto a continua a atacá-las, embora defenda a necessidade de manter boas relações com os países da região. "Como havíamos alertado, simplesmente atacamos essas bases sem atacar esses países. De agora em diante, inevitavelmente, continuaremos a fazê-lo, embora ainda acreditemos na necessidade de amizade entre nós e esses nossos vizinhos."
- Noticiário das 8h
- 15 abr, 2026








