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Metade dos europeus não utiliza transportes públicos. Portugueses superam a média

12 mar, 2026 - 00:56 • Lusa

Portugal é o país da União Europeia com o registo mais baixo de queixas ao fazer compras de títulos ou carregamento de passes para transportes públicos através de um "site" ou aplicação.

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Mais de metade (51%) dos cidadãos da União Europeia (UE) não utilizaram os transportes públicos em 2024, um número que aumenta para 68% entre os portugueses, indicou na quarta-feira o Eurostat, o gabinete de estatísticas da UE.

Segundo o Eurostat, os países da UE com menor utilização dos transportes públicos em 2024 foram o Chipre, onde 85% da população não os utilizou, seguido da Itália e Portugal (ambos com 68%), França (65%), Eslovénia (62%) e Grécia (61%).

No outro extremo, encontravam-se o Luxemburgo, onde apenas 15,7% da população não utilizava transportes públicos em 2024, seguido da Estónia e da Suécia, ambos com 27%.

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O Eurostat divulgou ainda que mais de um terço (35,4%) dos compradores "online" na UE referiram ter encontrado problemas ao fazer compras através de um "site" ou aplicação, com Portugal a ter o registo mais baixo de queixas.

Esta informação é de um inquérito ao consumidor sobre a utilização das tecnologias de informação e comunicação na UE, realizado pelo gabinete de estatísticas da UE, Eurostat, para assinalar o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, assinalado este domingo, 15 de março.

Entre os países da UE, as percentagens mais elevadas de clientes que encontraram problemas foram registadas em Malta (64,0%), Países Baixos (57,9%) e Luxemburgo (51,4%).

Em contraste, as percentagens mais baixas foram registadas em Portugal (4,5%), Grécia (10,6%) e Letónia (13,3%).

O inquérito questionou os consumidores sobre os problemas específicos que encontraram e revelou que o mais comum foi a entrega mais lenta do que o esperado, reportada por um quinto (20%) dos clientes.

O segundo problema mais frequente foi a dificuldade de utilização ou o fraco desempenho do site, reportado por 11,5% dos compradores, seguido da entrega de produtos ou serviços incorretos ou danificados, reportada por 10,4% dos clientes.

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