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Guerra EUA-Israel-Irão

Portuguesa no Dubai. "Não queremos chegar ao ponto em que já não temos tempo para sair"

12 mar, 2026 - 14:23 • André Rodrigues

Depois de uma manhã de explosões junto ao centro financeiro do Dubai, Alexandra Nunes diz que, por agora, não planeia sair. "Temos ataques diários por parte do Irão, mas a intensidade tem vindo a diminuir". Mas se a situação escalar, "a primeira opção são os voos comerciais" para Portugal.

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Alexandra Nunes, portuguesa no Dubai
Ouça as declarações de Alexandra Nunes, portuguesa há 13 anos no Dubai. Foto: Stringer/EPA

Alexandra Nunes vive há 13 anos no Dubai. Trabalha como especialista em marketing de eventos, depois de uma passagem pelo jornalismo em Portugal.

Esta quinta-feira, o centro financeiro da cidade e uma zona residencial foram alvo de um ataque iraniano, mas sem registo de vítimas.

Apesar de admitir que a situação permanece muito tensa, Alexandra Nunes reconhece na Renascença que “a intensidade dos ataques tem vindo a diminuir e o Governo continua a ser bem-sucedido a intercetar todos os mísseis e drones… ou quase a totalidade deles”.

É por essa razão que, até esta altura, ainda não regressou a Portugal, apesar de ter duas filhas ainda pequenas.

No entanto, diz que não quer chegar ao ponto em que já não tem tempo de reação: “Se a situação escalar, tomaremos as medidas necessárias para voltar.

A primeira opção de saída seriam os voos comerciais da Emirates e da Etihad, “que continuam a operar diariamente”.

“Ontem, duas amigas minhas voaram para Lisboa”, exemplifica. Embora não veja, nesta altura, razões para voltar. “Seja permanente, seja temporariamente”.

Normalidade possível. “Voltei ao escritório”

Até porque a vida vai regressando à normalidade, na medida das possibilidades.

Parte das empresas já regressou ao trabalho presencial: “Eu voltei ao escritório, outras mantêm o teletrabalho e as escolas estão fechadas, com as férias escolares a serem antecipadas.

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A ideia é manter as pessoas em casa o mais possível, para reduzir circulação nas ruas e mitigar o risco associado a destroços: “Estão a conseguir intercetar 99,9% dos mísseis e drones; o maior risco é algum fragmento cair em zonas com pessoas e causar ferimentos.”

Mas “as coisas estão tranquilas, dentro do possível”, conclui.

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