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América

Cuba confirma "negociações" com os EUA e anuncia libertação de 51 prisioneiros

13 mar, 2026 - 12:18 • Diogo Camilo

País tem vindo a negar encontros oficiais com Washington, mas o presidente confirma agora negociações para resolver "diferenças bilaterais".

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O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou esta sexta-feira que o país voltou à mesa de negociações com os Estados Unidos, numa altura em que Cuba enfrenta uma grave crise económica e o governo comunista está a braços com pressão norte-americana.

"Estas negociações têm como objetivo encontrar soluções por meio do diálogo para as diferenças bilaterais que temos entre as duas nações", indicou o chefe de Estado cubano, citado pela Reuters, num vídeo exibido na televisão estatal, pouco antes de realizar um discurso à nação.

Nas últimas semanas, Donald Trump fez várias declarações nas quais anunciou que Cuba estaria à beira de um colapso e perto de um acordo com os Estados Unidos, enquanto Cuba negava quaisquer negociações ou encontros oficiais.

Os Estados Unidos cortaram os envios de petróleo venezuelano para Cuba após a captura do presidente Nicolás Maduro, ameaçando impor tarifas a qualquer país que venda petróleo para Cuba.

No discurso, Díaz-Canel anunciou que Cuba está a aumentar a produção de petróleo bruto e gás doméstico, confirmando que o país não recebeu qualquer combustível nos últimos três meses.

O presidente cubano indicou que as negociações com os Estados Unidos estão "na fase inicial", mas que Cuba está "disposta a continuar daqui para a frente".

Esta sexta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros cubano já tinha anunciado a libertação de 51 prisioneiros "nos próximos dias", num gesto de "boa vontade" para com o Vaticano. O governo indicou que se tratam de reclusos que cumpriram "uma parte significativa das suas penas" e que demonstraram "boa conduta na prisão".

Em março de 2025, Cuba já tinha concedido a libertação antecipada de 553 prisioneiros, num outro acordo mediado pelo Vaticano.

O país de 9,6 milhões de habitantes, sob embargo norte-americano e já assolado por uma profunda crise económica, enfrenta uma significativa escassez de combustível e frequentes apagões.

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