Homem britânico detido por filmar mísseis iranianos no Dubai
13 mar, 2026 - 10:39 • Redação
Lei do cibercrime dos Emirados Árabes Unidos, por alegadamente filmar mísseis iranianos que sobrevoavam o Dubai.
Um turista britânico de 60 anos foi detido, segundo as leis do cibercrime dos Emirados Árabes Unidos, alegadamente por filmar mísseis iranianos que sobrevoavam o Dubai.
A lei dos Emirados Árabes Unidos proíbe a publicação e partilha de conteúdos que possam perturbar a segurança pública.
À BBC, a ministra de Estado dos EAU para a União Europeia, Lana Nusseibeh, admite estar “ciente” de terem ocorrido “algumas violações” da lei, mas não oferece mais detalhes sobre a detenção. "Este tipo de filmagens coloca a própria pessoa em perigo", defende a Nusseibeh, que adianta, no entanto, que serão seguidas as "diligências próprias" para estes casos.
Este está longe de ser o único caso do género nos Emirados Árabes Unidos desde 28 de fevereiro, altura em que se adensou o conflito no Médio Oriente. Já outras 21 pessoas terão sido acusadas em conjunto, ao abrigo das leis de cibercrime dos EAU, devido à captura de vídeos e publicações nas redes sociais relativas a ataques de mísseis. O número tende a aumentar, admite Radha Stirling, a CEO da Detained in Dubai, que se dedica a providenciar assistência legal naquele país.
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Para Radha, os EAU reprimem pessoas de filmar evidências do conflito para “manter a fachada de que é seguro para os turistas”. Ainda à BBC, Radha confirma que a acusação formal feita ao turista britânico é "muito vaga" e que a família do homem já teria conseguido falar com ele após a detenção.
Nos Emirados Árabes Unidos, a crítica ao governo é ilegal e o país faz questão de controlar rigorosamente a informação que sai do país.
Também a Amnistia Internacional britânica acusa os Emirados Árabes Unidos de continuarem "a criminalização do direito à liberdade de expressão através de diversas leis e da punição de críticos, aos olhos do Governo”.
Já Nusseibeh, que é antiga embaixadora dos EAU na ONU, defende, por sua vez, que “a base da legislação” sobre o controlo e partilha de informações foi implementada “para que todos se sintam seguros” e que “é importante que tanto a informação como as fontes sejam credíveis”.
De acordo com o canal britânico, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido já está em contacto com a família do turista.
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