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Petróleo

Trump está "errado". Europa contra levantamento de sanções à Rússia

13 mar, 2026 - 22:08 • Ricardo Vieira, com Reuters

Os Estados Unidos anunciaram que vão suspender temporariamente algumas sanções aplicadas ao petróleo russo transportado por via marítima.

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António Costa, Emmanuel Macron, Friedrich Merz e Volodymyr Zelensky criticaram esta sexta-feira a decisão dos Estados Unidos de levantar sanções ao petróleo russo.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, considera que “a decisão unilateral dos Estados Unidos de levantar sanções às exportações de petróleo da Rússia é muito preocupante, uma vez que tem impacto na segurança europeia”.

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Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira que vão suspender temporariamente algumas sanções aplicadas ao petróleo russo transportado por via marítima.

O antigo primeiro-ministro português defendeu, numa mensagem publicada nas redes sociais, que “aumentar a pressão económica sobre a Rússia é decisivo para que aceite uma negociação séria com vista a uma paz justa e duradoura”.

Crítico da decisão da Administração Trump, António Costa afirma que “enfraquecer as sanções aumenta os recursos russos para prosseguir a guerra de agressão contra a Ucrânia”.

Na mesma linha, o chanceler alemão, Friedrich Merz, declarou que levantar sanções à Rússia nesta altura é um erro.

Consideramos que isso está errado”, afirmou Friedrich Merz numa conferência de imprensa ao lado do seu homólogo da Noruega.

“Existe atualmente um problema com os preços, mas não com o abastecimento. Nesse sentido, gostaria de saber que outros fatores levaram o governo dos Estados Unidos a tomar esta decisão”, afirmou o chanceler alemão.

A decisão dos Estados Unidos de aliviar sanções sobre o petróleo russo não ajuda a pôr fim ao conflito na Ucrânia, disse esta sexta-feira o Presidente da Ucrânia, de visita a Paris.

“Este único alívio por parte dos EUA pode proporcionar à Rússia cerca de 10 mil milhões de dólares para a guerra. Certamente não ajuda a alcançar a paz”, afirmou Volodymyr Zelensky numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente francês.

Emmanuel Macron afirmou por seu lado a Europa vai manter as sanções à Rússia apesar de um cenário de crise energética e de escalda de preços.

"No que respeita às sanções, é perfeitamente correto que os Estados Unidos tenham definido exceções limitadas no tempo e nas condições para alguns países. Quanto aos europeus e à França, as sanções mantêm-se. A situação não justifica, de todo o seu levantamento", declarou o Presidente francês.

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