Zelensky contra alívio de sanções à Rússia. "São 10 mil milhões de dólares para a guerra"
13 mar, 2026 - 21:02 • Ricardo Vieira, com Reuters
Num encontro com o Presidente ucraniano, Emmanuel Macron afirmou que a Europa vai manter as sanções à Rússia apesar de um cenário de escalda de preços.
A decisão dos Estados Unidos de aliviar sanções sobre o petróleo russo não ajuda a pôr fim ao conflito na Ucrânia, disse esta sexta-feira o Presidente da Ucrânia.
Volodymyr Zelensky falava aos jornalistas durante uma visita a Paris, onde procurou garantias de apoio por parte do Governo de França na guerra contra a Rússia, num momento em que o conflito no Médio Oriente domina a atenção internacional.
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Os preços do petróleo dispararam desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão, o que beneficia indiretamente a Rússia. Kiev receia que o novo conflito esteja a desviar a atenção global da guerra na Ucrânia.
“Não há nada de bom para a Ucrânia na guerra no Médio Oriente. É compreensível que a atenção do mundo esteja a deslocar-se para o Médio Oriente”, disse Zelensky a estudantes da Sciences Po, em Paris.
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Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira que vão suspender temporariamente algumas sanções aplicadas ao petróleo russo transportado por via marítima.
“Este único alívio por parte dos EUA pode proporcionar à Rússia cerca de 10 mil milhões de dólares para a guerra. Certamente não ajuda a alcançar a paz”, afirmou Zelensky numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente francês.
Emmanuel Macron afirmou por seu lado a Europa vai manter as sanções à Rússia apesar de um cenário de crise energética e de escalda de preços.
"No que respeita às sanções, é perfeitamente correto que os Estados Unidos tenham definido exceções limitadas no tempo e nas condições para alguns países. Quanto aos europeus e à França, as sanções mantêm-se. A situação não justifica, de todo o seu levantamento", declarou o Presidente francês.
O conflito envolvendo o Irão também levanta dúvidas sobre o fornecimento imediato de armamento — nomeadamente sistemas de defesa aérea — por parte dos parceiros ocidentais à Ucrânia, numa altura em que vários Estados árabes do Golfo estão a utilizar as suas próprias reservas de defesa aérea para repelir ataques diários provenientes de Teerão.
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