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América Latina

EUA emitem licença para permitir comercialização do petróleo venezuelano

14 mar, 2026 - 01:08 • Lusa

Não são permitidas transações do petróleo venezuelano ligadas à Rússia, Irão, Coreia do Norte, Cuba e certos atores da China, nem tão pouco com pessoas sancionadas por Washington, avisou o Departamento do Tesouro norte-americano.

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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América (EUA) emitiu na sexta-feira uma licença para autorizar empresas americanas a realizarem certas atividades de exploração e comercialização de petróleo venezuelano, um setor sancionado por Washington.

Esta medida representa mais um passo na aproximação entre a administração Trump e o Governo da Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que na semana passada restabeleceram as relações diplomáticas entre ambos os países, quebradas desde 2019.

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Esta licença levantou as sanções para a exploração, venda, transporte e armazenamento de petróleo venezuelano e seus refinados, desde que sejam importados para os EUA por empresas desse país. A autorização inclui transações em que estejam envolvidos o Governo da Venezuela e a empresa petrolífera estatal Pdvsa.

A licença estipula que qualquer contrato deve ser regido pela legislação americana e que as disputas sejam resolvidas em território americano.

Numa outra licença, o Departamento do Tesouro norte-americano especificou que não são permitidas transações ligadas à Rússia, Irão, Coreia do Norte, Cuba e certos atores da China, nem tão pouco com pessoas sancionadas por Washington.

Na semana passada, o Governo do Presidente dos EUA emitiu uma licença que autoriza determinadas atividades relacionadas com a exploração e comercialização de ouro venezuelano por empresas americanas.

O alívio das sanções ao crude venezuelano ocorre ainda num contexto de turbulências no mercado energético mundial devido ao bloqueio provocado pela guerra do Irão no estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

A escalada dos preços da gasolina levou os EUA a libertar parte das suas reservas estratégicas de crude para aumentar a oferta e a levantar temporariamente as restrições a outros países para que possam adquirir petróleo russo sancionado por Washington.

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