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Guerra no Médio Oriente

"Não participaremos": Alemanha rejeita pedido de Trump para proteger Ormuz

15 mar, 2026 - 21:38 • Lusa

"Segurança no Estreito de Ormuz, e também no Mar Vermelho, virá quando houver uma solução negociada e quando houver conversações com os iranianos", acredita o ministro alemão.

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O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, garantiu este domingo que o seu país não participará numa missão para garantir a segurança no Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelas ações de retaliação do Irão contra os Estados Unidos da América (EUA) e Israel.

"Não participaremos no confronto", disse Johann Wadephul em entrevista à emissora pública ARD, citado pela agência EFE.

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No sábado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu na sua rede social Truth Social que esperava que outros países enviassem navios de guerra para proteger Ormuz.

"Espero que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros afetados por esta restrição artificial enviem navios para a área para que o Estreito de Ormuz deixe de ser uma ameaça de uma nação completamente sem liderança".

O ataque dos EUA e de Israel contra o Irão levou aquele país a bloquear o Estreito de Ormuz, um ponto crucial para o transporte marítimo de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e de gás destinados ao sudeste asiático.

"A segurança no Estreito de Ormuz, e também no Mar Vermelho, virá quando houver uma solução negociada e quando houver conversações com os iranianos", acredita o ministro alemão.

O ministro alemão mostrou-se cético em relação à ideia de expandir para o Estreito de Ormuz a missão naval "Aspides", criada para proteger os navios comerciais no Mar Vermelho dos ataques dos rebeldes Houthi, uma vez que atualmente não é "eficaz".

"Já vimos que grande parte do transporte marítimo comercial, tão importante para nós na Europa e que deveria utilizar o Mar Vermelho, não o consegue fazer porque não é eficaz", acrescentou.

Entretanto, o Presidente Trump e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, discutiram este domingo sobre "a situação atual no Médio Oriente e a importância de reabrir o Estreito de Ormuz para acabar com a perturbação do tráfego marítimo global, que está a aumentar os custos em todo o mundo", segundo uma porta-voz de Downing Street.

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