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Europa

Autárquicas em França voltam a mostrar um país dividido entre direita e esquerda

16 mar, 2026 - 12:28 • Redação

A maior parte das localidades (cerca de 90%) já elegeu os representantes no domingo, mas as maiores cidades vão para uma segunda volta. Abstenção marcou a primeira volta das autárquicas.

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Na primeira volta das eleições autárquicas em França, realizadas no domingo, a grande tendência foi a de União Nacional de Marine Le Pen e Jordan Bardella terem alcançado os melhores resultados de sempre em eleições locais.

À esquerda, França Insubmissa de Jean-Luc Melenchon conseguiu disparar nos resultados em várias localidades - em relação às eleições de há seis anos. Melenchon considerou os resultados uma evolução extraordinária para o partido.

E em muitas cidades, as coligações à esquerda são a única forma de evitar uma vitória de Bardella.

Os socialistas disseram antes que não se coligariam com Melenchon, mas a situação pode estar a mudar como noticiam em algumas cidades os órgãos de comunicação locais.

Já o Renascença, partido de Emmanulle Macron, atualmente liderado pelo ex-primeiro-ministro Gabriel Attal, avançou com coligações na maioria das cidades. A ideia era a de garantir lugares nas respetivas assembleias. Não há expectativas de ganhar qualquer das autarquias principais.

Attal já afirmou que não apoiará nem a extrema-direita nem a esquerda radical.

O que se passou em algumas das cidades

Na capital Paris, o candidato socialista Emmanuel Grégoire terminou a primeira volta na liderança com 36% à frente da candidata da direita Rachida Dati, que obteve 24%.

A esquerda radical da França Insubmissa, de Sofia Chikirou, alcançou 13%. Este é um resultado suficiente para a manter na segunda volta

No Sul, em Marselha, a incerteza é grande. O atual presidente da câmara, Benoît Payan, socialista, está empatado com o candidato da União National, Franck Allisio. Os dois têm 35% dos votos. A França Insubmissa de Sébastien Delogu, pode manter-se na corrida.

Já em Nice, o candidato da direita Éric Ciotti, aliado de Marine Le Pen, surge na frente com mais de 43% dos votos. O resultado constitui uma forte derrota para o atual presidente da câmara, Christian Estrosi, que ultrapassou apenas 30%.

Cerca de 48,7 milhões de eleitores foram chamados às urnas e a votação foi também marcada por uma elevada taxa de abstenção.

França utiliza um sistema a duas voltas para as eleições locais. Se não houver um candidato com uma maioria absoluta na primeira volta, realiza-se uma segunda volta no domingo seguinte, na qual participam as candidaturas que tiveram pelo menos 10%.

Agora, os partidos políticos têm 48 horas para negociar alianças e apresentar listas definitivas de candidatos às autoridades locais, com o prazo limite fixado para amanhã às 18h00.

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