Ouvir
  • Noticiário das 14h
  • 15 mai, 2026
A+ / A-

Estreito de Ormuz

Rejeitar ajuda aos EUA "abre um precedente perigoso"

16 mar, 2026 - 23:04 • Alexandre Abrantes Neves , com redação

António José Telo, antigo diretor do Instituto de Defesa Nacional, considera que o ataque a petroleiros no estreito de Ormuz é uma “medida desesperada do Irão de tentar fazer com que outros países façam pressão sobre os Estados Unidos”.

A+ / A-

A rejeição de países da NATO ao apelo de Donald Trump, de envio de forças para o estreito de Ormuz, “abre um precedente perigoso”, alerta António José Telo, antigo diretor do Instituto de Defesa Nacional.

O Presidente norte-americano quer o envolvimento de países aliados para garantir a passagem de petroleiros ao largo do Irão, mas vários países já manifestaram publicamente que “não”.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Em declarações à Renascença, António José Telo considera que “dizer abertamente não” aos Estados Unidos pode servir de pretexto para, no futuro, a Administração norte-americana pagar na mesma moeda se um país da NATO precisar de ajuda.

É muito perigoso para um país da NATO dizer isso, o que significa que os Estados Unidos já amanhã, se esse país da NATO pedir ajuda, podem achar que têm um precedente para dizer qualquer coisa de semelhante. Portanto, quando se diz um não perentório, é preciso ter algum cuidado de fazer isto no âmbito da NATO.”

António José Telo considera que um país pequeno e com menos meios, como Portugal, não devia ser perentório na recusa e responder algo como: “'tendo em conta o problema, achamos que não temos meios adequados para a sua solução', mas sem dizer abertamente que não”.

A ajuda dos aliados não é fundamental para os EUA no estreito de Ormuz, mas “o pedido Trump tem que ser entendido também como uma manobra política no sentido de mostrar um mínimo de unidade à volta dele” e de “avaliar a atitude de outros países da NATO”.

O especialista considera que a União Europeia também está a ter um papel irrelevante na questão do conflito no Irão.

"A União Europeia está completamente ao lado de tudo e, inclusive, nesta situação em que quem fala são países europeus, quem responde, a União Europeia não tem qualquer ação. Vai atrás dos acontecimentos, fica a ver o comboio passar."

Por outro lado, o catedrático considera que o ataque a petroleiros em Ormuz é uma “medida desesperada do Irão de tentar fazer com que outros países façam pressão sobre os Estados Unidos”.

Na leitura de António José Telo, “o mais normal é que esta guerra termine com um entendimento com o atual governo do Irão” ou de forma unilateral, com os EUA a “dizerem que os objetivos foram alcançados, como tal por nós a operação militar terminou”.

Em cima da mesa está uma terceira hipótese, “mais vantajosa para os iranianos”, que passa pelo derrube do atual regime dos aiatolás, “o que implicaria uma ação dos próprios militares iranianos”, defende.

Ouvir
  • Noticiário das 14h
  • 15 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Quem
    17 mar, 2026 nos garante isso? 09:52
    E quem nos garante agora, com esta administração, que os EUA vinham mesmo ajudar um País europeu em dificuldades? Ou mesmo a Europa?

Vídeos em destaque