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Guerra no Médio Oriente

Trump critica países que recusam ajuda militar no estreito de Ormuz

16 mar, 2026 - 16:20 • Ricardo Vieira, com Reuters

Presidente norte-americano pede reciprocidade aos países que contam com o apoio militar dos Estados Unidos. Chanceler alemão afirma que guerra contra o Irão "não é uma questão da NATO".

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Alguns países não estão entusiasmados com a possibilidade de enviar ajuda militar para reabrir o estreito de Ormuz, criticou esta segunda-feira o Presidente dos Estados Unidos.

Com a guerra contra o Irão a entrar na terceira semana, Donald Trump voltou a pressionar os aliados a participarem numa missão militar para garantir a segurança no estreito de Ormuz e a passagem dos petroleiros que garantem 20% do fornecimento mundial.

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Em declarações aos jornalistas no Centro Kennedy, em Washington, Trump afirmou que alguns países lhe disseram que estavam a caminho, enquanto outros não estavam tão entusiastas em oferecer apoio.

"Alguns países que ajudamos durante muitos anos, que os protegemos de forças externas terríveis, mas eles não estão a mostrar muito entusiasmo em apoiar-nos. E o nível de entusiasmo é algo que me interessa. Temos países onde temos 45 mil soldados a protegê-los de ataques e quando perguntámos se têm alguns detetores de minas, eles disseram: 'parece que não". Eles dizem: 'não sei, não nos queremos envolver'."

O Presidente norte-americano diz que os EUA já atacaram mais de sete mil alvos no Irão e a campanha militar decorreu "com toda a força" nos últimos dias.

"Esta guerra não é uma questão da NATO"

Enquanto Trump falava, o chanceler alemão afirmava que o seu país não vai participar da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

"Falta-nos o mandato das Nações Unidas, da União Europeia ou da NATO, exigido pela Lei Fundamental. Por isso, estava claro desde o início que esta guerra não é uma questão da NATO", disse Merz numa conferência de imprensa em Berlim.

"Os Estados Unidos da América e Israel também não nos consultaram antes desta guerra. No que diz respeito ao Irão, nunca houve uma decisão conjunta sobre o 'se' da questão. Por isso, a questão de como a Alemanha poderia envolver-se militarmente aqui não se coloca", acrescentou.

Já o primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, diz estar de "mente aberta" a ajudar os Estados Unidos no estreito de Ormuz.

No entanto, o atual nível de ataques na zona torna essa ajuda impossível nesta altura, sublinhou Rob Jetten.

Nenhum pedido claro para contribuir com qualquer missão no estreito foi feito até agora, acrescentou Jetten durante uma conferência de imprensa com o chanceler alemão.

Por seu lado, a chefe da diplomacia europeia disse que os Estados-membros não tencionam, nesta altura, alargar as suas missões navais ao estreito de Ormuz.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia manifestaram um "claro desejo" de fortalecer a missão naval no Médio Oriente, mas não demonstraram disposição para expandir o seu mandato para o estreito de Ormuz, pelo menos por agora, afirmou Kaja Kallas.

"Houve nas nossas discussões um claro desejo de reforçar esta operação, mas, para já, não houve vontade de alterar o mandato da operação, Aspides", disse Kallas aos jornalistas após uma reunião com os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE em Bruxelas.

Nesse sentido, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, descartou esta segunda-feira qualquer envolvimento militar de Portugal no Médio Oriente, incluindo no estreito de Ormuz, e salientou que essa posição é partilhada pela maioria dos Estados-membros da União Europeia.

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