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UE "sem vontade" de enviar navios militares para o estreito de Ormuz

16 mar, 2026 - 20:15 • Reuters

Chefe da diplomacia europeia responde negativamente ao repto lançado pelo Presidente dos Estados Unidos.

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Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia não mostraram vontade para expandir, por agora, a missão naval no Médio Oriente ao estreito de Ormuz, afirmou esta segunda-feira a chefe da política externa da UE, Kaja Kallas.

Foi a resposta ao Presidente dos Estados Unidos. Donald Trump apelou a outros países para ajudarem a patrulhar o estreito, depois de o Irão ter respondido a ataques dos EUA e de Israel com drones, mísseis e minas, fechando na prática o canal a petroleiros que normalmente transportam cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito a nível mundial.

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A missão "Aspides" da UE — nome inspirado na palavra grega para "escudos" — foi criada em 2024 para proteger navios de ataques do grupo rebelde Houthi, do Iémen, no Mar Vermelho.

"Houve nas nossas discussões um claro desejo de reforçar esta operação, mas, por agora, não houve vontade de alterar o mandato da operação", disse Kallas aos jornalistas após uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Bruxelas.

A missão conta atualmente com um navio italiano e um grego sob o seu comando direto, podendo também recorrer ao apoio de um navio francês e de outra embarcação italiana.

"A discussão foi que deve ser reforçada, porque não tem muitos meios navais. Deveria ter mais", afirmou Kallas.

"Embora o estreito de Ormuz esteja no centro das atenções, o Mar Vermelho continua também a ser crítico", salientou a chefe da diplomacia europeia.

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Trump critica falta de apoio

Alguns países não estão entusiasmados com a possibilidade de enviar ajuda militar para reabrir o estreito de Ormuz, criticou esta segunda-feira o Presidente dos Estados Unidos.

Com a guerra contra o Irão a entrar na terceira semana, Donald Trump voltou a pressionar os aliados a participarem numa missão militar para garantir a segurança no estreito de Ormuz e a passagem dos petroleiros que garantem 20% do fornecimento mundial.

"Alguns países que ajudamos durante muitos anos, que os protegemos de forças externas terríveis, mas eles não estão a mostrar muito entusiasmo em apoiar-nos. E o nível de entusiasmo é algo que me interessa. Temos países onde temos 45 mil soldados a protegê-los de ataques e quando perguntámos se têm alguns detetores de minas, eles disseram: 'parece que não". Eles dizem: 'não sei, não nos queremos envolver'."

O Presidente norte-americano diz que os EUA já atacaram mais de sete mil alvos no Irão e a campanha militar decorreu "com toda a força" nos últimos dias.

"Esta guerra não é uma questão da NATO"

Enquanto Trump falava, o chanceler alemão afirmava que o seu país não vai participar da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

"Falta-nos o mandato das Nações Unidas, da União Europeia ou da NATO, exigido pela Lei Fundamental. Por isso, estava claro desde o início que esta guerra não é uma questão da NATO", disse Merz numa conferência de imprensa em Berlim.

"Os Estados Unidos da América e Israel também não nos consultaram antes desta guerra. No que diz respeito ao Irão, nunca houve uma decisão conjunta sobre o 'se' da questão. Por isso, a questão de como a Alemanha poderia envolver-se militarmente aqui não se coloca", acrescentou.

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    17 mar, 2026 aliados, é? 09:32
    Não é "falta de vontade" é não terem sido consultados para nada, antes, e pensarem na maneira como o Trump se refere e atua em relação aos aliados Europeus onde prefere entender-se com o amigo Putin em vez dos aliados Europeus.

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