Médio Oriente
Irão confirma morte de Ali Larijani
17 mar, 2026 - 20:59 • Ricardo Vieira, com Reuters
Líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional vitimado por um ataque de Israel. Uma das principais figuras do regime de Teerão, terá desempenhado um papel central na repressão violenta de protestos em massa em janeiro.
O líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, foi morto, noticiou esta terça-feira a comunicação social iraniana. A notícia foi avançada pouco depois da confirmação da morte de Gholamreza Soleimani, comandante da força paramilitar Basij do Irão.
O veterano político iraniano Ali Larijani foi uma das figuras mais poderosas da República Islâmica, arquiteto da sua política de segurança e conselheiro próximo do aiatolá Ali Khamenei, assassinado no início da operação "Fúria Épica" dos Estados Unidos e de Israel.
Ali Larijani, de 67 anos, foi vitimado por um ataque de Israel, tinha anunciado anteriormente o ministro israelita da Defesa.
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"Larijani e o chefe da milícia Basij [Gholamreza Soleimani] foram eliminados esta madrugada e juntaram-se, nas profundezas do inferno, ao líder Khamenei e a todos os membros do eixo do mal eliminados", afirmou Israel Katz.
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Larijani era uma das caras mais importantes do regime de Teerão e chegou a ser apontado como possível sucessor do aiatolá.
Era, igualmente, responsável pelo programa nuclear do Irão e foi o primeiro a reagir à morte do líder supremo, garantindo que esta seria vingada.
Oriundo de uma influente família clerical, com irmãos que ascenderam a altos cargos após a Revolução Islâmica de 1979, Larijani era visto como astuto e pragmático, mas sempre firmemente determinado a defender o sistema teocrático de governo do Irão.
Comandante dos Guardas Revolucionários durante a guerra Irão-Iraque, tornou-se mais tarde responsável pela televisão estatal iraniana, antes de liderar por duas vezes o Conselho Supremo de Segurança Nacional, intercalando essas funções com o mandato parlamentar, onde foi presidente durante 12 anos.
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O seu papel como figura central do círculo de confiança de Khamenei conferiu-lhe responsabilidades num vasto leque de áreas, incluindo negociações nucleares críticas com o Ocidente, a gestão das relações regionais de Teerão e a repressão de protestos internos.
Apesar da sua lealdade inabalável ao poder absoluto de Khamenei, defendia uma abordagem mais cautelosa do que outros setores mais duros, mostrando-se por vezes disponível para avançar os objetivos do Irão através da diplomacia e para responder à oposição interna com um discurso conciliador.
Ainda assim, apesar dessa moderação relativa, terá desempenhado um papel central na repressão violenta de protestos em massa em janeiro. A repressão, que terá causado milhares de mortos, levou Washington a impor-lhe sanções no mês passado.
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