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Médio Oriente

Espanha prepara retirada de militares em missão da NATO no Iraque

18 mar, 2026 - 21:04 • Lusa

Retirada de 300 militares espanhóis do Iraque será concretizada nos próximos dias. O diálogo político e a cooperação entre a Aliança Atlântica e o Iraque "vão continuar", assegura a porta-voz espanhola.

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Espanha está a preparar a retirada dos militares que tem no Iraque dentro das missões da NATO no país, disse esta quarta-feira a ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles.

A NATO anunciou esta quarta-feira que está a fazer ajustes na missão que tem no Iraque, por razões de segurança do pessoal que integra o dispositivo, na sequência da guerra no Médio Oriente iniciada com uma ofensiva militar em grande escala dos Estados Unidos da América (EUA) e de Israel contra o Irão, a que Teerão respondeu com ataques a diversos alvos na região.

A retirada dos militares espanhóis do Iraque será concretizada nos próximos dias e decorre deste ajustamento anunciado pela NATO.

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Espanha tem cerca de 300 militares no Iraque em duas missões internacionais: a coligação internacional de luta contra o grupo terrorista autodenominado Estado Islâmico, no terreno desde 2014; e a Missão da NATO no Iraque (NMI, na sigla em inglês).

Há ainda participação espanhola em outros dois grupos organizados pela NATO de apoio a forças nacionais iraquianas.

No domingo, o Governo de Espanha já tinha anunciado a "relocalização temporária" dos 71 militares do Grupo de Operações Especiais (STOG) que tem no Iraque dentro da coligação internacional contra o Estado Islâmico devido "à deterioração da situação de segurança" e "a impossibilidade de continuar a desenvolver as missões que lhe foram atribuídas".

O Ministério da Defesa garantiu, nesse dia, que Espanha mantém o compromisso com a coligação internacional no Iraque e o contributo para a estabilidade do país, mas "a volatilidade e fragilidade da situação na região obrigaram a esta decisão para garantir a proteção das forças no terreno".

"Podemos confirmar que estamos a ajustar a nossa estrutura no âmbito da missão da NATO no Iraque", disse esta quarta-feira a porta-voz da Aliança Atlântica, Allison Hart.

A porta-voz disse que a NATO está "a trabalhar em estreita coordenação com aliados e parceiros", acrescentando que o diálogo político e a cooperação entre a Aliança Atlântica e o Iraque "vão continuar".

A Missão da NATO no Iraque (NMI) é uma missão de aconselhamento e treino que auxilia o Iraque a organizar as forças armadas e as instituições de segurança para que sejam sustentáveis, transparentes, inclusivas e eficazes.

O objetivo é treinar os próprios iraquianos para que possam estabilizar o país, combater o terrorismo e impedir o regresso do grupo extremista Estado Islâmico.

A NMI colabora com um vasto grupo de parceiros internacionais, incluindo a Coligação Global contra o Estado Islâmico, a União Europeia (UE) e ONU.

O contingente espanhol é atualmente o maior da NMI, contando com cerca de 170 pessoas.

A missão foi lançada na cimeira da NATO em Bruxelas, em julho de 2018, a pedido do Governo iraquiano, e estabelecida em Bagdad em outubro do mesmo ano.

Em fevereiro de 2021, os ministros da Defesa da NATO e, em agosto de 2023, o Conselho do Atlântico Norte, concordaram em prolongar a missão a pedido do Governo iraquiano. Atualmente, a missão conta com várias centenas de membros, entre civis e militares.

França comanda atualmente esta missão da NATO e estava previsto que Espanha assumisse a liderança em 26 de maio.

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