Ouvir
  • Noticiário das 15h
  • 09 mai, 2026
A+ / A-

Tensão no Irão

Serviços secretos dos EUA dizem que Irão não retomou programa nuclear

18 mar, 2026 - 23:19 • Lusa

"Não foi feito qualquer esforço" por parte de Teerão para restaurar as capacidades de enriquecimento nuclear, segundo os serviços secretos norte-americanos.

A+ / A-

Os serviços secretos norte-americanos concluíram que o Irão não tentou retomar o programa de enriquecimento nuclear, destruído nos ataques dos Estados Unidos da América (EUA) e de Israel em 2025, contrariando justificações da Casa Branca para a guerra.

A avaliação foi apresentada por escrito pela diretora dos serviços secretos, Tulsi Gabbard, numa audição no Senado dos EUA, mas não foi referida no seu depoimento oral, o que motivou críticas de congressistas.

Segundo o documento, "não foi feito qualquer esforço" por parte de Teerão para restaurar as capacidades de enriquecimento nuclear desde os bombardeamentos realizados em junho do ano passado, acrescentando que as instalações subterrâneas atingidas foram seladas.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem justificado a intervenção militar com a alegada existência de uma "ameaça nuclear iminente" por parte do Irão, sustentando que o programa teria sido "aniquilado".

O senador democrata Mark Warner acusou Gabbard de omitir no depoimento oral elementos que contradizem a posição do chefe de Estado, numa audição marcada por tensões políticas.

A audiência decorreu um dia após a demissão de um alto responsável antiterrorista norte-americano, que considerou que a República Islâmica não representava uma ameaça iminente para os EUA.

Na audição, Gabbard referiu ainda que a Rússia mantém uma significativa vantagem na guerra na Ucrânia e deverá continuar uma estratégia de conflito prolongado até à obtenção de um acordo.

Relativamente à China (e nas vésperas de uma visita de Trump à capital do país asiático), os serviços de informação consideram que Pequim está a modernizar rapidamente as suas Forças Armadas, visando um eventual ataque a Taiwan, embora prefira, para já, uma eventual reunificação por meios pacíficos.

Os serviços norte-americanos alertaram também para o aumento das capacidades globais de mísseis, estimando que o número de sistemas capazes de atingir o território dos EUA poderá ultrapassar 16 mil até 2035.

Ouvir
  • Noticiário das 15h
  • 09 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque