Conselho Europeu
António Guterres: "É hora de a força da lei se sobrepor à lei da força"
19 mar, 2026 - 14:29 • Pedro Mesquita, enviado especial a Bruxelas
À chegada ao Conselho Europeu, onde participa a convite de António Costa, o secretário-geral da ONU dirigiu mensagens aos EUA e Israel, mas também ao Irão, sobre o conflito no Médio Oriente.
António Guterres deixou esta quinta-feira um recado a Donald Trump e Benjamin Netanyahu: é tempo de acabarem com a guerra no Médio Oriente, que “arrisca ficar completamente descontrolada, e causa grande sofrimento a civis". Além disso, "a sua propagação à economia global é realmente dramática”, disse o secretário-geral da ONU, que falava em Bruxelas.
Há, ainda, recados para Teerão e que se resumem com duas ideias-chave: “Deixem de atacar vossos vizinhos. O Conselho de Segurança condenou estes ataques, assim como ordenou a abertura do Estreito de Ormuz”.
Em síntese, Guterres, que falava à chegada ao Conselho Europeu, onde participa a convite de António Costa, diz que “é hora de a força da lei se sobrepor à lei da força; é hora de a diplomacia se sobrepor à guerra”.
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"Alternativa ao direito internacional é o caos"
Ideias reforçadas pelo presidente do Conselho Europeu. Ao lado do secretário-geral da ONU, António Costa sublinhou que a alternativa ao direito internacional é o caos: “Muitos atores internacionais estão a desafiar a ordem internacional. Mas o que nós já verificamos é que não há alternativa à ordem baseada nas regras internacionais. A alternativa é o caos. A alternativa é a guerra na Ucrânia. A alternativa é a guerra no Médio Oeste. Precisamos das leis internacionais para apoiar o sistema multilateral e, especialmente, os Estados Unidos”, disse o político português.
O debate dos 27 está agora centrado na guerra do Médio Oriente e nas consequências do conflito para a economia global, incluindo a escalada no preço do petróleo.
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Durante hora e meia, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia discutiram – neste Conselho Europeu — o empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia, mas o primeiro-ministro húngaro mantém a recusa em levantar o bloqueio.
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