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Guerra no Médio Oriente

Donald Trump: “Não estou a enviar tropas para lado nenhum”

19 mar, 2026 - 17:53 • Ricardo Vieira, com Reuters

Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão disponíveis "para contribuir para esforços adequados que garantam a passagem segura pelo estreito” de Ormuz.

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Os Estados Unidos não tencionam enviar mais tropas para o Médio Oriente em tempo de guerra com o Irão, disse esta quinta-feira o Presidente Donald Trump.

Não estou a enviar tropas para lado nenhum”, afirmou Trump, questionado por um jornalista sobre a possibilidade de destacar mais militares para a região.

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“Se estivesse, certamente não lhe diria. Mas não estou a enviar tropas. Faremos o que for necessário para manter o preço”, declarou

Trump falava na Casa Branca, durante um encontro no Salão Oval com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.

A agência Reuters noticiou na quarta-feira que a administração Trump está a ponderar o envio de milhares de militares norte-americanos para reforçar a operação no Irão, citando um responsável dos EUA e três fontes com conhecimento do assunto.

Grupo de países oferece ajuda para normalizar Ormuz

Durante as declarações na Casa Branca, a primeira-ministra japonesa condenou os ataques do Irão no estreito de Ormuz e disse que só Donald Trump pode alcançar a paz na região.

Sanae Takaichi avisa que a economia internacional vai ser abalada pelo conflito no Médio Oriente, nomeadamente devido ao aumento dos preços do petróleo, do gás e dos fertilizantes.

Quase três semanas após o início da guerra, e com a ameaça de um “choque petrolífero” global a aumentar de dia para dia, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão emitiram esta quinta-feira uma declaração conjunta a expressar a “nossa disponibilidade para contribuir para esforços adequados que garantam a passagem segura pelo estreito” de Ormuz.

O grupo de países promete ainda “outras medidas para estabilizar os mercados energéticos, incluindo a colaboração com determinados países produtores para aumentar a produção”.

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