Líder supremo do Irão desafiante, EUA enviam tropas para o Médio Oriente
20 mar, 2026 - 20:02 • Ricardo Vieira, com Reuters
Mojtaba Khamenei considera que EUA e Israel cometeram um “grave erro de cálculo” quando decidiram lançar a operação Fúria Épica contra o Irão e que a República Islâmica desferiu “um golpe vertiginoso” nos seus inimigos.
O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, voltou a desafiar os Estados Unidos e Israel, no dia em que foi noticiado que milhares de soldados norte-americanos estão a ser enviados para o Médio Oriente.
Uma mensagem escrita de Mojtaba Khamenei foi divulgada esta sexta-feira, por ocasião das celebrações do Ano Novo Persa.
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O líder supremo considera que EUA e Israel “grave erro de cálculo” quando decidiram lançar a operação Fúria Épica contra o Irão e que a República Islâmica desferiu “um golpe vertiginoso” nos seus inimigos.
"A guerra foi iniciada sob a ilusão de que, se o ápice do regime e certas figuras militares influentes alcançassem o martírio, isso incutiria medo e desespero em nosso querido povo... e por meio deste meio, o sonho de dominar o Irão e, posteriormente, desmembrá-lo seria realizado", refere Mojtaba Khamenei.
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O aiatolá afirma que se formou uma "estranha unidade" entre os iranianos "apesar de todas as diferenças nas origens religiosas, intelectuais, culturais e políticas", enquanto "uma fratura surgiu no inimigo".
"O inimigo acreditava que, ao visar o líder e figuras influentes, poderia incutir medo e forçar a população a recuar", afirmou Khamenei, que não aparece em público desde a morte do seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, no final de fevereiro.
EUA enviam milhares de marines
Os Estados Unidos estão a mobilizar milhares de marines para o Médio Oriente, avançaram esta sexta-feira fontes oficiais à agência Reuters, no dia em que o Presidente Donald Trump acusou a NATO de “cobardia” por não ajudar no estreito de Ormuz.
Sem um fim claro à vista, três responsáveis norte-americanos disseram à Reuters que o navio de assalto anfíbio “USS Boxer”, juntamente com a sua Unidade Expedicionária de Fuzileiros, composta por cerca de 2.500 militares, e navios de guerra de apoio, será destacado para a região, embora não tenham especificado qual será o seu papel.
Dois responsáveis afirmaram que ainda não foi tomada qualquer decisão sobre o envio de tropas para o Irão, mas, esta semana, um responsável dos EUA e três fontes com conhecimento do assunto disseram à Reuters que militares norte-americanos poderão eventualmente desembarcar na costa iraniana ou na ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo do país.
Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Países Baixos e Canadá, bem como o Japão — que não integra a NATO — comprometeram-se, numa declaração conjunta divulgada na quinta-feira, a participar em "esforços adequados para garantir a passagem segura através do Estreito" de Ormuz.
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