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Em abril há nova flotilha com destino a Gaza (e outra chegou hoje a Cuba)

21 mar, 2026 - 14:16 • Isabel Pacheco , Daniela Espírito Santo

Outra flotilha, a “Nuestra America”, chega este sábado a Cuba com ajuda humanitária e quatro eurodeputados a bordo. Ativista português Miguel Duarte admite que está a ser preparada a maior flotilha de sempre para rumar a Gaza já no mês que vem.

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Uma flotilha humanitária está a chegar, este sábado, a Cuba. A "Nuestra America" é um comboio humanitário coordenado por via aérea, terrestre e marítima, organizado por "uma coligação internacional de movimentos, sindicalistas, deputados, organizações humanitárias e figuras públicas", explica à Renascença o ativista Miguel Duarte.

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Três barcos, com mais de 500 participantes de 30 países, levam 20 toneladas de ajuda e devem chegar ainda este sábado a Havana. Entre os participantes estão quatro eurodeputados.

Para Miguel Duarte, ativista que participou em 2025 na flotilha com destino a Gaza, o impacto deste tipo de iniciativas é mediático e funciona como uma espécie de apelo à mobilização civil.

"A importância maior destas iniciativas é o potencial de trazer atenção para a injustiça daquilo que está a passar", confirma o ativista, que lamenta o "bloqueio sobre o povo cubano" que está a criar "uma situação catastrófica". À semelhança do que aconteceu com a flotilha que se dirigiu até Gaza, a ideia é mobilizar "a sociedade civil" para "obrigar os Estados a tomarem uma posição" relativamente ao que se passa em Cuba.

No que respeita a Gaza, Miguel Duarte deixa antever que haverá nova flotilha em abril. O ativista fala “da maior de sempre” com a mobilização de uma centena de barcos com apoio urgente em direção ao enclave. "O plano é trazer mais de cem barcos, mais de mil pessoas", acrescenta, admitindo que o objetivo, desta vez, é "ligeiramente diferente". "Não é só trazer ajuda humanitária para deixar lá. É também chegar a Gaza e estabelecer uma equipa no terreno, que possa prestar apoio mais urgente às pessoas em Gaza", adianta.

A ideia, explica o ativista, é conseguir romper o cerco israelita.

"No ano passado esgotamos por completo as capacidades do exército israelita no que toca à intercessão de barcos. Agora, com mais do dobro dos barcos, esperamos conseguir romper o cerco", admite.

Barcelona é o primeiro ponto de partida no Mediterrâneo para esta flotilha, que depois deverá seguir com paragens na Tunísia, Itália e Grécia. A chegada a Gaza deverá acontecer em maio.

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