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Hungria

Rússia terá proposto falso ataque contra Orbán para influenciar eleições

21 mar, 2026 - 21:30 • Lusa

Serviços secretos russos mostraram a intenção de encenar uma tentativa de assassinato de Viktor Orbán para reforçar a sua popularidade antes das eleições legislativas de abril.

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Os serviços de informações russos terão proposto encenar uma tentativa de assassinato contra o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, para reforçar a sua popularidade antes das eleições legislativas de abril, noticiou este sábado o Washington Post.

Segundo o jornal norte-americano The Washington Post, a proposta partiu do Serviço de Informações Externas da Rússia (SVR) e visava "alterar fundamentalmente" a campanha eleitoral, deslocando o foco para questões de segurança e estabilidade política.

O Washington Post baseia-se em relatórios russos obtidos e autenticados por um serviço de informações europeu, para chegar à conclusão de que existiria a intenção de encenar uma tentativa de assassinato de Viktor Orbán.

"Um incidente deste tipo deslocará a perceção da campanha do âmbito racional das questões socioeconómicas para um plano emocional", refere-se no documento citado pelo diário.

Contudo, não é claro até que ponto esta proposta foi analisada e ponderada pelo Governo russo.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou as informações, classificando-as como "desinformação", enquanto o SVR não respondeu às questões levantadas pelo jornal.

De acordo com responsáveis de segurança europeus citados pelo The Washington Post, a Rússia tem apoiado Viktor Orbán através de campanhas nas redes sociais, promovendo a ideia de que o líder húngaro é o único capaz de defender a soberania do país.

A iniciativa surge num contexto de aparente queda de popularidade de Orbán nas sondagens, antes das eleições de abril, nas quais o seu partido, Fidesz, poderá ser derrotado pelo opositor conservador Péter Magyar, líder do partido Tisza.

Hoje, num discurso em Budapeste perante líderes ultraconservadores, na abertura da Conferência de Ação Política Conservadora, Viktor Orbán acusou a União Europeia e a Ucrânia de tentarem influenciar as eleições de 12 de abril para mudar o Governo húngaro.

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