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Cúpula de defesa militar de Israel falha. Há uma centena de feridos em Arad

22 mar, 2026 - 12:22 • Henry Galsky com Lusa

Bairro residencial foi atingido por míssil balístico iraniano. Há pelo menos dez feridos graves.

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Cúpula de defesa militar de Israel falha. Há uma centena de feridos em Arad

O número de feridos causados por um míssil balístico iraniano que atingiu uma zona residencial em Israel aumentou para 115 nas últimas horas. Um bairro em Arad, no sul de Israel, foi atacada pelo Irão este sábado e a cúpula de defesa militar israelita falhou, o que causou com que o míssil atingisse, efetivamente, o solo.

O exército israelita referiu-se a “impacto direto” e disse que as suas defesas não conseguiram intercetar mísseis que atingiram as cidades de Arad e, horas antes, Dimona, ambas no sul do pais.

“A guerra não está perto de acabar”, disse o chefe do exército de Israel, Eyal Zamir.

Horas antes, o Magen David Adom anunciou ter assistido 39 pessoas feridas com estilhaços num ataque de mísseis iraniano a Dimona, no sul de Israel.

A televisão estatal iraniana classificou este ataque à cidade israelita, onde existe um centro de investigação nuclear, como “uma resposta” ao ataque de Israel ao complexo nuclear iraniano de Natanz.

A cidade de Dimona alberga o Centro de Investigação Nuclear do Neguev Shimon Peres, uma instalação dedicada a pesquisa que, segundo a imprensa estrangeira, esteve envolvida na produção de armas nucleares nas últimas décadas.

À Renascença, Henry Galsky, correspondente no Médio Oriente, admite que "praticamente um quarteirão de um bairro foi completamente destruído". Desta vez, assegura, não se tratou de uma bomba de fragmentação, como o Irão tem disparado contra Israel "em diversas ocasiões", mas por um "míssil balístico com cerca de 450 quilos de explosivos", segundo informações do exército israelita.

"Arad é uma pequena cidade no deserto do Negev, no sul de Israel. Neste momento há 115 pessoas feridas no ataque, 10 das quais em estado grave. Ainda não há confirmação de mortos, mas o local apresenta uma destruição bastante extensa", acrescenta o correspondente da Renascença em Israel.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

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  • Imaginem
    22 mar, 2026 se eles chegassem cá 13:25
    Se Israel que tem uma das melhores Defesas Anti-aéreas do Mundo, não consegue parar a 100% os misseis balisticos iranianos, então imaginem quando Portugal e Lisboa estiverem ao alcance desses misseis, uma vez que por cá as defesas anti-aéreas pura e simplesmente estão quase no ZERO, e o que se fala em compras é marginal.

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