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Choque com avião

Acidente no La Guardia é "raro, mas pode acontecer" devido ao fator humano

23 mar, 2026 - 13:00 • Hugo Monteiro

O acidente no aeroporto de La Guardia é semelhante a um que foi evitado, no início da década, no aeroporto do Porto, lembra o especialista em aviação comercial, Pedro Castro.

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O especialista em aviação comercial Pedro Castro explica que o tipo de acidente desta segunda-feira no aeroporto norte-americano de La Guardia "é raro", mas "pode acontecer" porque, sendo "aparentemente uma falha da torre de controlo", há sempre o fator humano envolvido.

"Há cada vez mais mecanismos que ajudam e auxiliam o ser humano no desempenho do seu trabalho, no sentido de diminuir e de tornar o erro praticamente zero. Mas isto não impede que estas situações de facto ocorram", sublinha o consultor, à Renascença, para o setor da aviação civil que conclui que "basta haver seres humanos envolvidos para termos uma suscetibilidade ao erro".

Pedro Castro lembra que este é um incidente semelhante a um outro que acabou por ser evitado em 2021, no aeroporto do Porto - quando um controlador de tráfego aéreo deu autorização a avião para descolar, quando ainda estava uma viatura a efetuar uma inspeção na pista, o que demonstra que este tipo de erro "pode acontecer e, em determinadas ocasiões e circunstâncias, pode ser evitado".

Cinto de segurança até o avião parar

O especialista em aviação comercial identifica "toda uma cadeia de azares", ou uma "combinação de fatores", que resultou no desfecho trágico com vítimas mortais.

O avião em causa, um CRJ-900, "por ser menor, é um avião que está mais rente ao solo", ou seja, "não é um avião grande, em que o cockpit está a uma altura maior". Por outro lado, embateu "com um carro que não era um 'Follow Me', pequeno, mas sim um carro de bombeiros", de grandes dimensões.

E o choque deu-se "justamente na frente do avião", porque se a colisão tivesse ocorrido "na cauda, provavelmente não teria havido mortes".

Para Pedro Castro, este acidente demonstra a importância de os passageiros "terem os cintos de segurança apertados até à paragem completa do avião".

"Esta é uma parte do discurso que nós ouvimos quando aterramos em qualquer aeroporto do mundo e que nestas ocasiões importa reforçar", diz o consultor na área da aviação civil.

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