Eleições na Dinamarca: Primeira-ministra vence sem maioria
24 mar, 2026 - 23:59 • Catarina Magalhães, com Reuters
Depois de enfrentar a cobiça de Trump para anexar a Gronelândia, Frederiksen vai assumir um terceiro mandato com 21,9%, um dos piores resultados em mais de um século.
A coligação de esquerda da primeira-ministra social-democrata, Mette Frederiksen, venceu esta terça-feira sem maioria as eleições legislativas na Dinamarca, avançaram os meios locais.
Com um dos piores resultados em mais de um século, a chefe de Governo dinamarquesa passou nas urnas, mas já se preveem negociações difíceis entre a coligação e o resto dos partidos para a formação de um novo governo, indica o jornal norte-americano "Politico".
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
Depois de enfrentar a cobiça do Presidente norte-americano, Donald Trump, para anexar a Gronelândia – o território semiautónomo da Dinamarca –, a líder Frederiksen tentou unir a nação e convocou eleições antecipadas em fevereiro para juntar o povo dinamarquês.
Tensão na Gronelândia
Sacos de sangue, militares e pistas prontas a explodir. Dinamarca preparou a Gronelândia para uma invasão dos EUA
Alegados exercícios militares a meados de janeiro (...)
Com 97% dos votos apurados, Frederiksen vai assumir um terceiro mandato com 21,9% e vai perder 12 lugares no Parlamento dinamarquês face aos 50 obtidos há quatro anos.
No caso da Gronelândia, as mesas de voto encerram mais tarde e o resultado só será conhecido esta quarta-feira.
A Dinamarca está dividida, sendo que o principal adversário conservador, Troels Lund Poulsen, obteve 10,1% dos votos e o liberal Alex Vanopslagh, 9,4%.
A social-democrata de centro-esquerda, de 48 anos, é conhecida pelo seu forte apoio à Ucrânia e pela sua abordagem restritiva à imigração, dando continuidade a uma tradição na política dinamarquesa que já dura há duas décadas.
- Noticiário das 22h
- 17 mai, 2026








